O Movimento Brasil Livre (MBL) se irritou com a votação que cassou a ex-presidente Dilma Rousseff e decidiu pedir o Impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que está prestes a se aposentar. O motivo do pedido é que o representante da mais alta corte do país aceitou fazer uma divisão da votação sobre a deposição de Dilma. Na primeira parte, os Senadores, com 61 votos a 20, aceitaram pela cassação da companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A segunda parte da votação acabou preservando a elegibilidade da petista. Com isso, a ex-presidente, caso queria se candidatar em 2018 a deputada, governadora, Senadora ou até mesmo à presidência. 

A decisão sobre pedir a cabeça de Ricardo Lewandowski terá andamento.

No entanto, para que seja aprovada, será necessário que presidente do Senado, Renan Calheiros, que atuou ao lado do ministro na manobra que salvou a elegibilidade de Dilma. Isso, para analistas é bastante complicado e visto por muitos até como impossível, já que um apoiou o outro. O pedido feito pelo Movimento Brasil Livre ganhou destaque nos principais sites brasileiros, como no Diário do Poder, que deu uma manchete de capa nesta terça-feira, 06, sobre o assunto. 

Pedidos de revisão

Desde o dia 31, Senadores e partidos políticos pedem que haja uma analise do Supremo sobre a votação. As legendas e os congressistas argumentam que a votação não cumpriu a constituição brasileira, pois a lei do impeachment deixaria claro que a cassação é conjunta com a perda de direitos políticos por oito anos.

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Eles argumentam que isso foi o que aconteceu em 1992, quando Fernando Collor de Mello renunciou ao cargo e depois não pode mais de candidatar a nenhum cargo público por oito anos.

Os Congressistas da parte de Dilma também pedem uma nova votação, mas baseado no fato de que a lei do crime de responsabilidade fiscal sofreu uma alteração dois dias depois da petista ser deposta. O pedido foi encaminhado pelo ex-Advogado-Geral da União, Cardozo.