A nova súmula foi recebida pelos advogados atuantes na área criminal com certo receio, já que ela entra diretamente em conflito com a figura do roubo tentado, tornando complicada a defesa. Muitos alegam que determinada súmula do SuperiorTribunal de Justiça, suprime a figura do roubo tentado, deixando este de existir.

O entendimento que sempre se teve é de que, se o acusado for detido logo depois de ter cometido o roubo, não houve posse tranquila do bem subtraído, portanto, não se deve falar em consumação, já que a posse é requisito imprescindível do crime de roubo segundo o Art.

157 caput do código Penal, ficando clara a figura da tentativa, prevista no mesmo artigo, e em harmonia com o art 14, II, do CP.

Logo, podemos ver que a súmula 582 modificou de forma radical o sentido da tentativa de roubo, já que considera dispensável, e não obrigatória, a posse mansa, e desvigiada do bem subtraído.

Antes, o crime só se consumava quando atingia o bem jurídico protegido. Hoje, na prática, se alguém rouba um celular, corre, e é impedido por terceiro que recupera o celular, responderá por roubo consumado.

Diante deste questionamento fica a dúvida no ar: quando então teremos a figura do roubo tentado? De acordo com o entendimento da maioria dos defensores, não pode por óbvio, ser considerado o crime consumado, se o agente não conseguiu efetivamente manter o objeto em sua posse de forma mansa e pacífica, e para o Direito, tentativa está configurada em todo crime que entra em fase de execução, mas não atinge a consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Para muitos, a súmula em debate agride a teoria do delito, e também, ao que no direito conhecemos por 'Iter Criminis', ou, caminho do crime, que também deixa evidente, o agente só pode ser punido quando iniciada a fase da execução, a medida dos atos já praticados, mas, não concluídos os atos de execução, não se há de falar em consumação, portanto, ficamos diante de um conflito de normas, já que ficou clara a supressão da figura tentada do crime de roubo.

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