Na última quarta-feira (5) foi proferida uma decisão pelo STF que sem dúvidas gerou uma grande repercussão. A decisão diz respeito a prisão de réus condenados em segunda instância, o que não era permitido anteriormente. A decisão mudará o destino de crimes como aqueles em julgamento na Lava Jato. O juiz Sérgio Moro e o Ministério Público Federal se pronunciaram sobre a decisão e afirmaram que é um grande passo, e um grande avanço na democracia, tendo em vista que aqueles crimes apelidados de "Crimes de colarinho Branco". 

Esse atual cenário do Brasil com certeza influenciou nessa decisão pois as quatro instâncias existentes no sistema recursal brasileiro leva a prescrição do crime, devido a grande demora e a grande procura do judiciário, que se torna cada vez mais protelador no julgamento de recursos.

Essa decisão permitirá que crimes não sejam passíveis de impunidade, pois devido a grande demora ao julgar o crime, o juiz deixa de aplicar a pena devido a prescrição do mesmo. 

O Brasil passa por uma grande polêmica, que envolve roubo de bilhões de reais, e ao passo que as investigações correm, mais e mais pessoas estão sendo delatadas, citadas o que consequentemente leva ao descobrimento de mais e mais envolvidos nesse escândalo. Muitos mecanismos estão sendo criados para facilitar e melhorar a justiça brasileira, a delação é um dos exemplos, quem foi citado e investigado, se falar o nome de mais envolvidos acabam ganhando prerrogativas, como relaxamento da prisão, diminuição da pena, entre outras. Agora surgiu a possibilidade de punir aqueles que são julgados culpados em segunda instância, a fim de acabar com a impunidade dos crimes e principalmente dos crimes que envolvem pessoas com grande poder.

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Apesar das críticas a esse novo método de punir, nenhuma garantia constitucional foi violada, tendo em vista que não se violou o acesso a justiça e nem o direito a recorrer, apenas possibilitou que a pena seja cumprida quando já houver dois pareceres de duas instâncias provado a culpa do réu.