O inferno astral do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, está longe de acabar. Cunha foi agredido por uma mulher logo após desembarcar noaeroporto Santos Dumont, na tarde desta quarta-feira (12). O ex-deputado caminhava pelo salão do aeroporto quando foi identificado pelas pessoas e xingado. Assista o vídeo do ataque:

Antes de tomar os "sopapos", Cunha foi vaiado por vários minutos, aos gritos de "roubou o Brasil, fascista, vergonha, fora Cunha, pega o Cunha, ladrão", dentre outros impropérios.

As testemunhas comemoraram a agressão. Cunha não reagiu, apenas tentou se desvencilhar da mulher que o agarrou. Nesta quinta, o ex-deputado acusado de receber propinas se pronunciou sobre o ataque nas redes sociais. De acordo com ele, a agressão partiu do mesmo grupo de pessoas que também o ofenderam uma semana antes, em Brasília. Cunha ainda complementa que alguém está monitorando seus passos e repassando sua agenda aos manifestantes. O ex-deputado ainda insinua que o grupo é formado por petistas que "perderam sua boquinha".

Por fim, desafiou: "continuo a dizer, pode vir me esperar, será um prazer".

"Você não vai ter paz aqui"

Esta não é a primeira vez que Cunha é hostilizado em um aeroporto. Em setembro, logo após desembarcar em um aeroporto de Brasília, Cunha foi confrontado por uma pessoa que o chamou de "safado". O manifestante ainda afirmou que ele não teria mais paz no Brasil e que a população iria expulsá-lo do País. "Você não vive mais aqui, safado. Lugar de ladrão é na cadeia", gritaram, antes de forma um coro "fora Cunha".

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Política

Os manifestantes ainda compararam Cunha, que é evangélico, ao Satanás. Veja:

Entenda o caso

Eduardo Cunha, um dos homens mais poderosos do Brasil, teve seu mandato cassado no dia 12 de setembro, por ter mentido à CPI sobre suas contas no exterior. O processo que levou à sua cassação foi o mais longo da história, com duração de 10 meses. Antes da cassação e por conta de suas manobras para evitar o trabalho da CPI, o Supremo Tribunal Federal chegou a suspender o mandato do deputado e proibi-lo de frequentar a Câmara.

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