Nesta terça-feira (08), o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, fez uma declaração contundente e que pode complicar ainda mais a vida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. De acordo com Cerveró, Lula foi quem o indicou a empresa BR Distribuidora. Isso ocorreu, devido uma "gratidão" do ex-presidente a Cerveró, depois que ele ajudou o PT em uma dívida pendente.

O ex-diretor da Petrobrás contou à Justiça Federal que o governo tinha decidido demiti-lo da estatal por ordem do PMDB.

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Porém, no mesmo dia, ele conseguiu emprego na BR Distribuidora, por recomendação de Lula. O ex-presidente petista quis ajudá-lo em "agradecimento" por um "super negócio" que Cerveró proporcionou ao PT.

Em 2009, o grupo empresarial Shahin foi contratado pela Petrobrás para operar um navio na exploração de Petróleo, em Santos. A Lava Jato investigou os contratos e descobriu que a Petrobrás só assinaria com a Schahin, se ela perdoasse uma dívida de R$ 12 milhões do PT.

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Essa quantia tinha sido emprestada pela Schahin ao amigo de Lula, José Carlos Bumlai, em prol do PT. Diante disso, Cerveró ajudou a empresa a conseguir fechar contrato com a estatal, em troca do perdão dessa dívida.

Obstrução à Justiça

Vários políticos são acusados de tentar obstruir a Justiça, ao tentarem evitar a delação do ex-diretor da Petrobrás. Entre eles estão: o ex-presidente Lula, o ex-senador Delcídio do Amaral, o advogado Édson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele. 

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, estava presente na audiência e afirmou que nenhum depoimento prova que Lula é culpado de alguma coisa. Segundo Zanin, as informações dadas por Cerveró não tem qualquer sentido.

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Lula PT

Empréstimo

Numa audiência, acontecida um pouco mais cedo, o sócio do grupo Schahin, Salin Talfic Schahin, declarou que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pediu apoio político para ele e assim a empresa poderia conseguir com mais facilidade assinar contrato com a Petrobrás. Mais tarde, o ex-tesoureiro petista voltou a procurar o empresário ressaltando que para a estatal contratar a empresa Schahin, seria necessário o perdão da dívida petista, no caso os R$ 12 milhões.

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