Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão muito preocupados com a megadelação da Odebrecht. De acordo com algumas informações, os ministros receberam notícias sobre o conteúdo das delações e existe um medo de isso causar uma grande instabilidade no país. As novas delações podem revelar crimes grandiosos atribuídos ao alto escalão da política brasileira.

Um dos investigadores da Operação Lava Jato afirmou que ao receber o teor das delações, acredita que não "sobrará" nenhum político, todos acabarão tendo culpa em alguma coisa. O Supremo terá à sua disposição provas concretas e poderá abrir vários inquéritos para apurar os casos.

Não haverá dúvidas sobre a condenação desses políticos corruptos.

A Odebrecht forneceu prêmios para vários executivos fazerem a delação e ajudarem a empresa a se livrar de penas duras impostas pela Justiça. Um dos responsáveis por essa comunicação com os executivos é Emílio Odebrecht, considerado o "amigo EO" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Save-se quem puder"

Os deputados com grande "pavor" da megadelação começam a buscar alternativas para se protegerem. Mas, e como fica a opinião pública?. Os deputados preparam uma "armação" para transformar o pacote anti-Corrupção em "pizza", com anistia ao caixa 2 e esquecem que o povo quer os corruptos na cadeia.

Segundo informações, já existe um acordo com o Senado para que a "armação" seja aprovada e enviada para a assinatura do presidente Michel Temer.

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Entre os citados pelos delatores, além de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, estão também Michel Temer e alguns dos seus ministros. Governadores também são alvos dos delatores, como é o caso do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, o de Minas, Fernando Pimentel e do Rio, Luiz Fernando Pezão.

Lava Jato

Foram nove meses de luta para ocorrer a delação da Odebrecht e agora os políticos resolveram "correr" para aprovarem a anistia ao caixa 2 (o perdão de suas corrupções). Esse poder ser o fim da Lava Jato e tudo terminar como a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália.

Essa quinta-feira (24) será um dia histórico, onde o Brasil decidirá qual caminho seguir.