Um empresário da Odebrecht confirmou, em delação à Operação Lava Jato, que a senadora do PT Gleisi Hoffmann recebeu meio milhão de reais de caixa dois da empresa Odebrecht. Essa propina foi repassada para ela durante as eleições de 2014. Os investigadores da força-tarefa descobriram que o codinome usado por Hoffmann na planilha da empresa, é "Coxa". Com isso as investigações avançaram.

A senadora já é réu em processo do petrolão e agora está sendo alvo de mais um inquérito. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, decidiu instaurar um inquérito sigiloso para apurar se a senadora praticou os crimes de Corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

O pedido de abertura de inquérito foi feito pela Procuradoria-geral da República ao relator da Lava Jato no Supremo, o ministro Teori.

Lista

Na lista da construtora existem informações de que o empresário Bruno Martins Gonçalves Ferreira entregou recursos ilícitos para Gleisi. Ele foi o responsável em colaborar com a senadora para que ela recebesse o dinheiro "sujo".

O empresário Ferreira comentou que levou uma pessoa chamada Leones Dall'agnol do aeroporto de Congonhas até a Odebrecht. Leones foi chefe de gabinete da senadora petista e coordenador da campanha de Gleisi ao governo do Paraná. Ainda segundo Ferreira, ele presenciou uma conversa entre Leones e Fernando Migliaccio da Silva sobre pagamentos para a campanha de 2014 de Gleisi Hoffmann.

PEC

A petista é contra a PEC 241 que limita os gastos públicos.

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A PEC é defendida pelo presidente Michel Temer como solução para melhorar a economia no país e tirar o Brasil das contas no "vermelho". De acordo com as palavras de Gleisi, o governo esconde a queda nas receitas públicas de 2014 e 2015, devido a crise mundial e a desvalorização dos preços das commodities no mercado internacional.

A senadora sempre foi contra as medidas impostas por Michel Temer e tenta sempre se articular desfavorável a qualquer inciativa que o governo tenha, mesmo que seja uma boa alternativa para o povo.