Segundo a nova pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta sexta-feira (16), o Governo do presidente Michel Temer atingiu 46% de reprovação em dezembro; bem acima do índice de 36% apurado em setembro. Já a aprovação está em 13%, diminuindo um ponto comparado ao mês anterior. Já os eleitores que acreditam que o governo é regular, compõem 35% do total, ante 34% da última pesquisa. “A redução da indecisão vem acompanhada da insatisfação com o governo”, disse a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que encomendou a pesquisa de dados.

A queda no percentual de indecisos também ocorreu: 6% não souberam ou não quiseram avaliar o governo neste mês, contra 12% em setembro. Sobre as expectativas, para 43%, ele será ruim ou péssimo; para 18%, será ótimo ou bom e para 32% será regular.

O Ibope também pediu aos entrevistados uma comparação com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff: 42% consideram o projeto de Michel Temer semelhante ao da petista, 34% pior, 21% melhor e 3% não conseguiram opinar ou se recusaram a responder.

Sobre a escolaridade e faixa social, a pesquisa aponta que o maior índice de reprovação se apresenta entre pessoas com ensino superior completo e renda elevada (acima de 5 salários mínimos).

"Se economia começar a se recuperar, isso vai acabar se repetindo nos índices de avaliação do governo", disse Fonseca.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 14 municípios e foi realizada entre os dias 1º e 4 de dezembro, logo após a polêmica envolvendo o ex-ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira de Lima, que pediu demissão, e o ex-ministro da cultura, Marcelo Calero, que também saiu do Governo. Além disso, outro ponto que deve ter influenciado o aumento da reprovação ao presidente, é a divulgação da delação de Marcelo Odebrecth, que citou membros do alto escalão e o presidente.

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Lula Michel Temer

Temer não comentou os dados da pesquisa. Para muitos especialistas políticos, isso pode fortalecer o movimento de queda do atual governo. Se Temer sair até dezembro teremos a convocação de novas eleições, se for a partir de janeiro, eleições indiretas pelo Congresso.

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