A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, decidiu cancelar o almoço de confraternização dos ministros da Corte Suprema. Essa tradição do tribunal acontecia todo ano e era uma forma deles comemorarem o término de mais um ano de trabalhos e conquistas.

Cármen se mostrou muito decepcionada com os últimos episódios que envolveram o Supremo. Até mesmo um jantar que ela iria fazer na sua casa com a presença dos ministros também foi cancelado.

Segundo informações, hoje não existe clima para comemoração. Não há motivos de sorrisos e nem de brindes. As crescentes críticas sofridas pelo STF, após decisão de não afastar o presidente do Senado, Renan Calheiros, deixou Cármen e alguns ministros entristecidos. A atitude do STF não pegou bem para a opinião pública e esse episódio ainda não foi superado. Ainda mais envolvendo Renan Calheiros, um grande desafeto das pessoas.

Encontro

O encontro foi cancelado e muitos ministros não sabiam. Alguns deles nem ficaram sabendo do motivo de cancelamento. Aqueles que trouxeram acompanhantes para o almoço de confraternização, tiveram que mandá-los de volta para casa e o pior de tudo , com a barriga vazia.

Renan versus STF

O grande impacto negativo no STF foi a decisão de permanência do presidente do Senado Renan Calheiros no cargo.

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Governo

Vários ministros se desentenderam sobre a decisão. Teori Zavascky queria a saída de Renan Calheiros e ressaltou: "É preciso que se cumpra a decisão". Ele estava falando da liminar deferida pelo ministro Marco Aurélio Mello pedindo o afastamento do peemedebista.

O presidente do Senado estava decidido a não sair e inclusive nem assinou uma notificação de um Oficial de Justiça. De acordo com algumas informações, essa atitude de Renan foi protegida por um ministro do Supremo.

Renan ganhou forças e a Corte ficou dividida em: Cumprir a decisão e tirar o peemedebista do cargo ou mantê-lo na Presidência do Senado e evitar uma crise ainda maior na política brasileira.

Caso Renan fosse afastado, um senador petista entraria em seu lugar e o presidente do Brasil, Michel Temer, não conseguiria aprovar as suas prioridades no Congresso.

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