O general João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último presidente militar do Brasil e deixou o poder no ano de 1985, onde se tornou em um personagem icônico devido à história singular que o país atravessava na ocasião e também pelo proferimento de jargões ou frases de profundo efeito psicológico que costumava dizer.

Uma dessas expressões que entrou para a memória foi: “É para abrir mesmo. Quem quiser que não abra, eu prendo e arrebento”, confirmando para todos o caráter oficial da abertura Política em todo o território nacional.

Entretanto, no final de dezembro de 2016, foi a vez dos holofotes da mídia estarem sobre um outro general do Exército Brasileiro e por um motivo bastante especial.

Trata-se de Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, o qual por meio de uma mensagem natalina disse antever que a Crise econômica que abalou a nação nos últimos tempos está longe de acabar, pelo contrário. O mais alto oficial militar do Exército acredita sim no agravamento da crise como um todo para o ano de 2017.

Tanto é assim que o general disse literalmente o seguinte na sua mensagem de final de ano: “Vislumbro para o ano que se aproxima o agravamento das dificuldades que assolam o país, com reflexo negativo no nosso orçamento e nos nossos salários", onde o presságio do militar fez parte do conteúdo de um discurso com aproximadamente três minutos de duração e foi postado na página virtual oficial do Exército em 22 de dezembro, quinta-feira.

De qualquer modo, mesmo diante de um horizonte tão adverso, Eduardo Villas Bôas reiterou que acredita piamente que a instituição por ele chefiada, o Exército, não arredará o pé por "um milímetro" que seja, de sua "trajetória retilínea de serviços à nação brasileira". Segundo o comandante, não serão as crises política, econômica e ética, constantes no dia a dia de 2016, que conseguirão esmorecer a onipresença e o entusiasmo de seus oficiais e soldados em todo o país.

Quanto ao espinhoso assunto da intervenção militar no seio da sociedade brasileira, de acordo com a entrevista que o general Villas Bôas concedeu ao jornal Estadão no início deste mês, o mesmo confirmou que solicitações, propostas e insinuações como essa só poderiam partir de indivíduos "malucos"e "tresloucados"; todavia, a probabilidade de que isso venha a acontecer é simplesmente "zero", ou seja, pelo visto as Forças Armadas não têm como objetivo ou não estão nem um pouco interessadas em assumir o poder no Brasil novamente.

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