O Impeachment do presidente Michel Temer foi pedido em uma peça jurídica apresentada nesta quinta-feira (8) na Câmara dos Deputados. O documento aponta como motivo para o impedimento a atuação de Temer em benefício ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, para permitir a construção de um prédio em Salvador, no qual ele havia comprado um apartamento. Assinaram o pedido entidades de esquerda como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), UNE (União Nacional dos Estudantes) e CUT (Central Úncia dos Trabalhadores), além de professores de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, publicou a Folha de S.

Paulo.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, entregou o documento ao secretário-geral da Mesa, Wagner Soares Padilha. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que havia marcado a audiência, não apareceu. Cabe a ele aceitar ou não o pedido. Mas como Maia é aliado de Temer, a expectativa no momento é que a peça seja arquivada.

Pedido de impeachment

O texto afirma que "a confissão do Sr. presidente da República de que tratara do tema com o então titular do Ministério da Cultura [Marcelo Calero] torna incontornável a conclusão pela prática de crime de responsabilidade".

Segundo o documento de 37 páginas, Temer incorreu em crimes previstos em artigos da Constituição e da lei que rege o processo de impeachment. O presidente já concedeu entrevista afirmando que não cometeu irregularidade ou patrocinou interesses privados no caso.

Caso Geddel

O escândalo que culminou no pedido de impeachment teve como protagonista o responsável pela articulação política do governo, ministro Geddel Vieira Lima, que renunciou após críticas ao episódio se agravarem. Ele foi acusado pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de pedir a intervenção dele em uma decisão técnica do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) da Bahia, que determinou limite para altura de um prédio de luxo em que Geddel havia comprado um apartamento.

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Lula Michel Temer

A crise em torno do assunto se agravou após Calero afirmar que havia gravado conversas com o presidente Michel Temer e do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

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