Em atos convocados pelos grupos Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), milhares de manifestantes protestaram neste domingo (4) contra a Corrupção e em apoio à Operação Lava Jato.

Sem um foco único, a maior solicitação dos manifestantes era a rejeição as alterações efetuadas no pacote de medidas anticorrupção aprovado pela Câmara dos Deputados.

As manifestações ocorreram nos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal.

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O Vem Pra Rua contabiliza que os protestos ocorreram em 245 cidades, mas não divulgou estimativa de participantes.

Na cidade de São Paulo, como já é tradicional, os manifestantes concentraram-se na avenida Paulista no início da tarde – os organizadores estimam 200 mil pessoas e a Polícia Militar, 15 mil. Em Brasília, os organizadores falam em 30 mil e a PM fala em 5 mil. Em Curitiba, a concentração ocorreu em frente à sede da Justiça Federal, a organização calcula 50 mil manifestantes e a PM em 8 mil. A surpresa veio no Rio de Janeiro, onde a PM estima 400 mil pessoas. Os manifestantes se concentraram na orla de Copacabana.

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“Fora, Renan!”

Inicialmente, o pacote de medidas anticorrupção aprovado pela Câmara em 30 de novembro seria o principal foco. As significativas mudanças do projeto original, apresentado pelo Ministério Público (MP), não agradaram os eleitores. Das “10 Medidas Contra a Corrupção”, apenas quatro permaneceram e três foram adicionadas. Entra as adicionadas está a possibilidade de punição para juízes e membros do Ministério Público Federal por abuso de autoridade.

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Corrupção

A personificação nos protestos ocorreu com o pedido de saída de Renan Calheiros (PMDB-AL), atual presidente do Senado. Renan solicitou urgência para que o projeto anticorrupção, aprovado pela Câmara dos Deputados, fosse votado pelo plenário no mesmo dia. Em nota, o senador afirma que as manifestações são “legitimas e, dentro da ordem, devem ser respeitadas”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi duramente criticado.

O presidente Michel Temer, ao contrário do esperado, recebeu apenas críticas colaterais. Os manifestos foram muito fortes à corrupção de forma geral e pediam o fim do foro privilegiado.

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