Bispo licenciado da Igreja Universal e prefeito eleito no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) usou sua página no Facebook para postar um vídeo em defesa do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que foi levado para depor coercitivamente, nesta sexta-feira, na sede da Polícia Federal, em São Paulo.

Malafaia é um dos alvos Operação Timóteo – ironicamente, o nome de um dos livros escritos pelo apóstolo Paulo na Bíblia Sagrada –, que investiga esquemas de corrupção em cobranças de royalties de exploração mineral. O pastor apoiou Crivella na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Defesa de Marcelo Crivella

O prefeito eleito no Rio de Janeiro postou um vídeo em que defende Silas Malafaia. “Lamentei profundamente a operação da Polícia Federal, que cometeu uma injustiça com o pastor Silas Malafaia”, diz a descrição da postagem curtida por quase cinco mil pessoas, compartilhada por mais de mil e vista por mais de 60 mil pessoas em duas horas no ar.

“Silas Malafaia é um homem de bem, que foi vítima de bandidos que operavam no Departamento Nacional de Pesquisa Mineral.

O pastor Malafaia foi vítima, recebeu uma oferta de uma empresa que estava envolvida em um crime”, diz Crivella.

Para o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino do Deus, Malafaia foi vítima de um crime e também do preconceito que existe contra os evangélicos. “Isso, no fundo, é preconceito contra nós, evangélicos”, afirmou no vídeo de pouco menos de um minuto.

Comentários

Os comentários na postagem de Crivella se dividiam entre os que o apoiavam e os que criticavam a fala do prefeito eleito do Rio de Janeiro.

“A indignação do Pr. Silas foi porque não recebeu nenhuma intimação e foi levado pra depor, achei estranho também, se for culpado que pague mas se ele não tiver nada de envolvimento em corrupção aí tem que processar também o abuso de autoridade por jogar o nome dele na lama”, postou uma seguidora de Crivella.

“Pelo amor de Deus, não proteja ninguém. Pode sobrar para o senhor”, disse outra. “Vai cuidar dos seus problemas que virão com uma prefeitura quebrada a partir de janeiro e deixa a PF trabalhar em paz, apaga que dá tempo”, pediu um terceiro.

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