A semana começou com certa agitação para o cenário político nacional. Em um mesmo dia, Renan Calheiros foi denunciado na Lava Jato e está correndo o risco de perder o cargo, bem como Lula, Marisa, Palocci e mais quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Além disso, Marcelo Odebrecht começou a depor naquela que foi apelidada como ‘a delação do fim do mundo’.

O ex-presidente da Odebrecht se comprometeu a contar tudo o que sabe sobre os esquemas de corrupção, em troca da redução de sua pena de reclusão.

O executivo está preso desde 2015, acusado de entregar quase R$150 milhões em propinas.

Marcelo conversou, por cerca de três horas, com cinco procuradores, contando situações e respondendo a perguntas. O executivo deve retornar mais vezes para concluir sua delação, sendo uma dessas vezes, ainda essa semana. Além de Marcelo, outros setenta e sete executivos e ex-executivos assinaram o acordo de delação premiada, onde devem impactar mais de cem parlamentares, segundo informações preliminares divulgadas há pouco mais de dois meses, quando o acordo foi firmado.

As delações devem atingir diretamente políticos de vários partidos, como PT, PMDB, PP e PSDB. Na última delação, não oficial, divulgada pela revista Veja, Pezão, Eduardo Paes e Lindbergh Farias foram citados como supostos recebedores de propinas milionárias. A assessoria dos três políticos informou que não vão comentar o caso, pois não possuem conhecimento das supostas delações, uma vez que elas ainda nem foram homologadas, sendo divulgadas apenas por uma revista, a mesma que foi condenada pela Justiça, em outubro, por divulgar uma notícia falsa sobre o prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella.

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Polícia Lava Jato

Mais delações devastadoras

Uma suposta delação, não homologada, do ex-vice-presidente da empresa, Cláudio Melo Filho, teria acusado Temer de pedir determinado valor para a campanha do PMDB, bem como citou 51 políticos que integram onze partidos distintos. Dentre os políticos citados estão Aécio Neves, Gilberto Kassab e Eduardo Cunha.

Nessa segunda-feira, 12, o presidente Michel Temer solicitou ao procurador-geral da república, Rodrigo Janot, celeridade na apuração das possíveis delações, bem como a divulgação das mesmas em seu inteiro teor, ou seja, divulgação completa.

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