Depois da derrota na semana passada, pelos congressistas não terem aprovado urgência na tramitação da lei de Abuso de Autoridade, #Renan Calheiros é afastado da presidência do Senado Federal.

A decisão foi tomada no fim da tarde dessa segunda-feira, 5, quando o ministro do #STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, acatou um pedido da Rede Sustentabilidade, partido criado pela ex-ministra, Marina Silva.

O partido de Marina pediu uma liminar, pois o recesso do Congresso Nacional começa no dia 19, com data prevista de retorno para o final de janeiro. Caso não ocorresse o afastamento agora, somente no próximo ano o mesmo poderia ser feito.

O que incentivou o pedido foi a decisão do Supremo em transformar Renan em réu pelo crime de peculato.

A Rede, aliás, é a sigla responsável por um pedido feito ao STF, de que réus não possam ficar à frente de presidências no Congresso. A tendência é que o plenário do Supremo aprove o pedido, pois existem 6 votos contra um na matéria, entretanto, o ministro Dias Toffoli pediu vista dos autos e por enquanto o julgamento está suspenso, mas quando retornar, é esperado que a decisão seja favorável ao pedido do partido.

A liberação do voto de vista de Dias Toffoli, deve acontecer, obrigatoriamente, até dia 21 de dezembro, quando o STF entrará em recesso por conta das festas de final de ano e do período de descanso programado para janeiro.

Renan, entretanto, não está afastado do cargo de senador da república, mas somente da presidência da Casa.

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Ele não foi cassado e um processo de cassação deve ser de votação pública, assim como fizeram com o ex-senador Delcidio do Amaral e com o ex-deputado federal, Eduardo Cunha.

Até o fechamento dessa matéria, Renan não havia conferido nenhuma entrevista sobre o seu afastamento. O senador pode retornar para as atividades do Senado, amanhã, sem qualquer empecilho. Renan possui divisão dentro do Senado, pois se por um lado é do mesmo partido do presidente da república, por outro já foi um grande aliado de Dilma, o que atrai a simpatia dos senadores de esquerda. #Justiça