Nesta quarta-feira (15), o Ministério Público Federal (MPF) denunciou novamente o ex-presidente Luís Inácio #Lula da Silva pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal do Paraná. Caso seja aceita, Lula será réu pela quarta vez na Operação #Lava Jato. Foi solicitada também a devolução de 75 milhões de reais para a Petrobras.

Além de Lula, fazem parte desta mesma denúncia a ex-primeira dama Marisa Letícia, o ex-ministro Antônio Palocci e seu assessor Branislav Kontic e o empresário, já condenado, Marcelo Odebrecht, entre outros.

Embora seja apontado pelo MPF como mandante deste esquema de desvio de verbas da Petrobras, desta vez Lula não é acusado do crime de organização criminosa, pois esta parte da investigação está sendo apurada pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo esta denúncia específica, Lula teria recebido vantagens indevidas, acertadas com Marcelo #Odebrecht através de Antônio Palocci. Os R$ 75 milhões a serem ressarcidos, teriam sido desviados da Petrobras e pagos pela Odebrecht em propinas aos partidos da base de apoio do governo Lula, quais sejam PT, PP e PMDB, principalmente.

Ainda de acordo com o MPF, parte do dinheiro desviado foi usado também para a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula, no valor de R$ 12,5 milhões, obra que não se concretizou, e também na aquisição de uma cobertura em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo, que teria custado R$ 504 mil. Os valores mencionados na denúncia estão nos registros da Odebrecht.

Os contratos entre a estatal e a Odebrecht, que fariam parte deste esquema, são: a terraplenagem dos terrenos destinados à Refinaria do Nordeste e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, obras da Refinaria Getúlio Vargas e do Terminal de Cabiúnas, a construção do gasoduto GASDUC III e a construção das plataformas P-59 e P-60.

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A denúncia alega que Lula agiu em favor dos interesses da empreiteira e, em contrapartida, obteve vantagens ilícitas, tanto financeiras quanto políticas. Antônio Palocci, por sua vez, é tido como articulador e mantenedor do esquema, que tinha como finalidade última "a perpetuação criminosa no poder", de acordo com a força-tarefa da Lava Jato.

Os pagamentos a Lula foram afirmados por Marcelo Odebrecht, em seu depoimento a propósito do acordo de delação premiada, e teriam sido tramitados através do já conhecido Departamento de Operações Estruturadas da empresa, que nada mais era do que o setor encarregado de pagar propinas.

O Instituto Lula divulgou uma nota em defesa do ex-presidente, na qual diz que tudo não passa de uma farsa, na qual os procuradores, chefiados por Deltan Dallagnol, inventaram "uma nova história, na busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios da Petrobras".