O procurador da República e integrante do Ministério Público na Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, deu declarações muito importantes e de alta relevância sobre as perspectivas da maior operação de combate à Corrupção, em curso, no Brasil. A Lava-Jato investiga desvios bilionários de recursos provenientes dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. A força-tarefa possibilitou, através de inúmeras investigações, as prisões de políticos, empreiteiros, empresários e operadores do mega esquema de distribuição de propinas.

A Lava-Jato é comandada em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Futuro das investigações

De acordo com entrevista publicada pela agência de noticias AFP, o procurador Deltan Dallagnol traçou algumas perspectivas que poderão se concretizar para o futuro da Operação Lava-Jato. Segundo Dallagnol, "a perspectiva é que a Lava-Jato realmente duplique de tamanho, principalmente devido ao montante de delações premiadas de ex-funcionários e ex-executivos da Construtora Odebrecht, o que permitirá, em tese, que os fatos trazidos e apresentados junto à Justiça, poderão continuar em boa parte em Curitiba, sede da operação, e além disso, a grande possibilidade de que ocorra uma espécie de criação de filhos da operação que serão espalhados por todo o Brasil" ressaltou Dallagnol.

O procurador disse que ele, assim como toda a força-tarefa de investigação, se espantou substancialmente com toda a sofisticação do esquema que foi montado pela Odebrecht, em alusão à criação de um "departamento de suborno". Deltan Dallagnol comentou também sobre a participação do ex-presidente Lula no esquema em que enfrenta cinco processos na Justiça ao se tornar réu, além de ser apontado como o "cérebro" do mega esquema de corrupção da Petrobras.

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Lava Jato Corrupção

Ele lembrou ainda que o juiz Sérgio Moro acolheu a denúncia contra Lula. O ex-presidente nega todas as acusações. Já em relação à escolha da relatoria da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), com a morte do ministro Teori Zavascki, Dallagnol demonstrou incerteza de como os processos poderão ser conduzidos e afirmou que "o juiz da Lava-Jato pode determinar os rumos de toda a operação, a partir de seu modo de pensar e de visão de mundo, o que pode determinar o sucesso ou naufrágio de toda a operação, em se tratando do juiz que será o relator do caso no Supremo", concluiu o procurador.

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