O presidente da República, Michel Temer, conversou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que governou de 1995-2001) para agendar um encontro em que os dois debaterão a relação PMDB e PSDB, partidos que compõem e dão sustentação à base do atual governo.

Os dois conversaram rapidamente na véspera de Natal (24 de dezembro do ano passado). A estratégia do Palácio do Planalto é por o ex-presidente como mediador entre os dois partidos, uma vez que uma ala do PSDB concorda com a ideia de abandonar o governo Temer, visando a tradicional candidatura própria para a Presidência da República.

Temer "Pinguela"

Em entrevista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comparou o governo Temer a uma 'pinguela', que, em suas palavras é uma coisa frágil, "algo precário e pequeno, mas, se ela quebrar, você cai no rio e é melhor ir para o outro lado."

Esse outro lado, ainda em sua própria expressão, são as eleições de 2018, em que se desenham os quadros para a chapa que assumirá o país e que terá por obrigação por as coisas em ordem.

Medidas impopulares

Ainda segundo o ex-mandatário da República, devem ser mesmo tomadas "medidas drásticas e impopulares" para a recuperação da economia e a retomada do crescimento.

Segundo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil passa por uma intensa crise fiscal. "E olha que eu peguei pepinos grandes, mas, desse tamanho, eu nunca vi", pontua o ex-chefe do Executivo Nacional, referindo-se aos problemas que o atual governo tem que encarar.

Onda de direita e Lava Jato

Fernando Henrique Cardoso falou também que é preciso ter cuidado com a "onda de direita" que o país atravessa, e com a qual ele não concorda.

Para o ex-presidente, é necessário diferenciar o combate à corrupção, e ser contra as práticas ilegais do Partido dos Trabalhadores.

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Michel Temer

Fernando Henrique Cardoso opina que não é preciso entrar nessa onda direitista do ponto de vista dos costumes.

Opinando sobre a Operação Lava Jato, comandada pelo Ministério Público Federal em força-tarefa com o poder Judiciário, o ex-presidente disse que os maiores problemas do país são o "corporativismo, o clientelismo e a corrupção".

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