Após perder o cargo de Presidente da República no ano passado, Dilma Rousseff (PT) voltou a dar as caras na mídia para falar sobre o suposto "golpe" que o país está sofrendo neste momento. Em entrevista para o site Sul 21 em seu apartamento em Porto Alegre, ela ela disse que Brasil irá viver uma fase ainda muito mais "repressora" por conta do governo de Michel Temer e alerta para que os brasileiros irão viver.

"A segunda etapa do golpe pode ser muito mais radicalizada e propensa à repressão", prevê Dilma durante a conversa com o jornalista do portal.

A economista, deposta há quase 6 meses pelo Senado Federal, se disse preocupada com o futuro da nação.

Ela, que é conhecida por lançar frases desconexas, muitas vezes disse que "o leão não é manso" e por isso as pessoas não podem se iludir mais. Dilma tem esperança na eleição de Lula em 2018, que quer disputar a cadeira da presidência mesmo após sua saída pelo impeachment.

Vestígios de anos sofridos

De acordo com o site, Dilma vê esse período da sua história como uma página ainda não virada e alerta que "o golpe não acabou". Dilma se baseou na afirmação do sociólogo Aldo Fornazieri, que disse que uma das consequências do "golpe" é a "decomposição moral do Brasil".

Rousseff lembrou das empresas petrolíferas que estão caindo conforme a economia vai mal, além do reflexo que a baixa moral do Brasil está causando em diversos setores.

Dilma lamentou também as "promessas" feitas por seu agora rival no Poder, Michel Temer (PMDB).

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Segundo ela, o novo chefe do Executivo Federal chegou ao Poder após conquistar parte dos brasileiros com sonhos infundados de crescimento econômico rápido, além de que a Operação Lava Jato iria salvar o país.

"Subestimaram a crise econômica e política que eles mesmos geraram", pontuou ela.

Operação Lava Jato

Na entrevista, a ex-presidente também disse que o combate à corrupção como modo de orquestrar um golpe de Estado é frequente na história do país. Como exemplo, ela citou Getúlio Vargas, que prometeu limpar o país dos ladrões. Além disso, em 1964, os militares teriam tomado o Poder após lançar uma campanha contra Jango e Juscelino, ex-presidentes da época.