Ministro da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha solicitou licença formal do governo para se submeter a procedimento de cirurgia de retirada da próstata. Segundo informado pela TV Globo, Padilha está em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e cidade onde reside, para realizar a cirurgia.

Segundo a assessoria do ministro, Padilha está de licença médica desde o dia 20, e o prazo para seu retorno é o dia 6 de março.

O ministro foi internado em Brasília no início desta semana para tratar de uma obstrução urinária provocada por aumento excessivo da próstata. Ele teve alta na última quarta-feira, dia 22.

De acordo com especialistas, o crescimento da próstata é comum em homens com mais de 40 anos, mas em alguns casos precisa ser tratado com medicamentos ou cirurgia, já que a condição pode obstruir o canal urinário, causando problemas fisiológicos.

Padilha é considerado um dos ministros mais importantes do governo Temer, e um dos principais conselheiros do presidente. Segundo fontes ligadas ao Planalto, o ministro da Casa Civil é um dos principais articuladores da política do governo.

Licença ocorre após revelação de ex-assessor de Temer

O pedido de licença de Eliseu Padilha se deu ao mesmo tempo em que o advogado José Yunes, ex-assessor especial de Michel Temer, revelou ter recebido um envelope em 2014 a pedido de Padilha.

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Lava Jato Michel Temer

Segundo depoimento de Yunes ao Ministério Público Federal, Padilha teria pedido para que ele recebesse um envelope do doleiro Lúcio Funaro, que teria relações comerciais com o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, hoje detido no processo de investigação da Operação Lava Jato.

A informação endossa o depoimento de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, que afirmou que o escritório de Yunes era usado como meio de repasse de dinheiro de propina da empreiteira ao PMDB, partido de Padilha e do presidente Temer.

Segundo o executivo, o acordo para os pagamentos havia sido selado em uma reunião no Palácio do Jaburu com a presença de Temer, Marcelo Odebrecht e Eliseu Padilha. No encontro, Padilha teria concordado em receber R$ 4 milhões iniciais de um total de R$ 10 milhões.

Em entrevista à revista Veja, Yunes afirmou ter recebido o envelope, mas disse não saber seu conteúdo. “Seria antiético”, disse, sobre abrir o envelope.

Ele também afirmou que não conhecia Funaro antes de receber a correspondência. “Fui mula do Padilha”, disse ele, que afirmou ter procurado na internet sobre Funaro após o encontro, se espantando ao saber que o homem com quem encontrara era um doleiro investigado pela Operação Lava Jato.

“Contei tudo para o meu amigo [Temer]”, declarou Yunes. “Quando entrei na internet fiquei espantado com o currículo dele [Funaro]”, completou.

Segundo o advogado e ex-assessor de Temer, Funaro aproveitou a breve conversa que tiveram para revelar que estava auxiliando Eduardo Cunha. “A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados para o Eduardo [Cunha] ser presidente”, teria dito o doleiro ao advogado.

De acordo com Cláudio Melo, Yunes recebeu os R$ 4 milhões iniciais acordados entre a Odebrecht e o PMDB, como receptor de Padilha. O advogado pediu demissão de seu cargo de assessor especial do presidente Michel Temer em dezembro, após as primeiras denúncias sobre o esquema surgirem.

Apesar de afirmar não conhecer Funaro, Yunes disse acreditar que Padilha e o doleiro tinham um “relacionamento mais estreito”. “Acho que ele [Padilha] deveria tocar no assunto até para se justificar”, completou o advogado.

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