A vida tem fases difíceis e o mundo dá voltas. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, está desesperado e muito abalado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a sua Prisão preventiva, indo de acordo com as decisões do juiz federal Sérgio Moro. Pessoas próximas de Cunha declararam que ele vive chorando e está vivendo um sentimento de abandono por ter sido usado pelo PMDB.

Cunha comentou que ele foi a peça fundamental para que ocorresse o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e consequentemente a viabilização do governo de Michel Temer. De acordo com informações, o ex-deputado afirma que todos lutaram juntos para acabar com a corrupção do PT que dizimava o Brasil, mas depois ele foi esquecido e abandonado.

A jornalista Débora Bergamasco conversou com o ex-deputado na prisão e disse que ele está revoltado e passa o tempo inteiro chorando. "É um choro de revolta e não de tristeza", afirma a jornalista.

Segundo o peemedebista, o PMDB roeu o osso junto ao rachar com o PT, mas agora, no novo governo de Temer, não foi oferecido para Cunha nem um pedaço do filé. Ele é obrigado a se contentar com as "quentinhas" do presídio.

Delação premiada

Uma possível delação de Eduardo Cunha pode acontecer em breve. Isso porque, ele não quer sofrer sozinho as consequências dos esquemas de corrupção, onde o PMDB é citado como um partido envolvido também. O ex-presidente da Câmara sabe muita coisa e essa revolta pode ser um "recado" para a cúpula do partido.

Mesmo assim, a Procuradoria Geral da República não foi informada, oficialmente, de suas intenções em fazer a delação.

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Ministro da Justiça

Osmar Serraglio foi o nome defendido pelo PMDB e aceito por Michel Temer para ser o novo ministro da Justiça. Serraglio já falou que não vai interferir em nada que prejudique a Operação Lava Jato e disse que apoia as investigações.

Uma das missões do novo ministro é criar um plano nacional de segurança para combater o crime no país.

O que deixou várias pessoas descontentes com a nomeação de Serraglio é por ele já ter sido uma pessoa muito próxima do ex-deputado Eduardo Cunha.