A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff, reeleita em 2014 e deposta pelo Congresso Nacional em 2016, foi entrevistada nesta semana pelo líder do partido espanhol Podemos, na emissora de televisão espanhola Tele K. A conversa com Pablo Iglesias durou cerca de 1 hora e versou sobre os mais variados temas, inclusive sobre o atual presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump. Ao ser questionada sobre o que achava do americano, Dilma afirmou que "Donald Trump é um sinal dos tempos em que nós estamos vivendo", pontuou.

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Durante o programa, chamado La Tuerka, Dilma falou sobre sua trajetória Política, suas alianças, seus desafios enquanto primeira mulher a governar o país, sobre o crescimento do Brasil enquanto potência e sobre o que considera um golpe constitucional praticado contra a democracia ao retirá-la do poder. A presidente também opinou sobre os ataques que os regimes políticos mundiais vêm sofrendo. Para ela, estamos vivendo em um estado de exceção. "Há medidas de exceção avançando sobre a democracia. Isso é um risco", garantiu Dilma.

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Por que Donald Trump é um perigo à democracia?

No último dia 25, a revista britânica The Economist divulgou um novo ranking de democracias no mundo e removeu os Estados Unidos da categoria "democracia plena", sendo este país agora caracterizado como "democracia defeituosa", posição em que se encontra o Brasil.

Segundo o relatório divulgado pela revista, a eleição de Trump é sintomática e expressa um problema na representação dos atuais valores sobre a forma de governar.

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Política

Ou seja, há "um desejo, muitas vezes incipiente, de mais democracia, ou pelo menos algo melhor do que o que tem sido oferecido nas últimas décadas.", diz o relatório.

Dessa forma, pode-se concluir que a chegada do bilionário ao poder é uma forma da população americana demonstrar que está insatisfeita com o avanço dos direitos, mas que almeja agora uma forma centralizadora, nacionalista, conservadora, expansionista e xenófoba de governar.

Adjetivos que vão de encontro com a base dos direitos fundamentais daquilo que se convencionou chamar de democracia. Estado de exceção. Sinal dos tempos.

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