O aprofundamento das investigações que envolvem o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, parecem ter atingido um grau de enorme "preocupação" no entorno do petista. As últimas ações tomadas pela sua defesa não surtiram o efeito desejado. Um outro fator que pode ser efeito de grande "instabilidade" para Lula e seus advogados, trata-se da proximidade do depoimento que o ex-presidente deverá dar ao juiz Sérgio Moro, no próximo dia 03 de maio, de modo presencial em Curitiba, no Paraná. Sérgio Moro é o responsável pela condução da Operação Lava-Jato, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e apura escândalos bilionários, a partir da primeira instância, em se tratando de propinas ocorridas provenientes dos cofres públicos da Petrobras.

Tribunais superiores

Em duas decisões extremamente importantes, dois tribunais superiores negaram nesta quinta-feira (09), ações impetradas pela defesa do ex-presidente Lula. Em uma das ações, Lula solicitava que todos os seus processos fossem retirados das mãos do juiz Sérgio Moro. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em uma decisão liminar proferida pelo ministro Felix Fisher, em Brasília, negou um habeas corpus solicitado pelo petista. A defesa havia solicitado o sobrestamento do processo contra Lula que tramita pelas mãos do juiz Sérgio Moro. Na ação, a defesa de Lula acusava Moro de parcialidade, na produção de um escândalo midiático em relação à divulgação de grampos que não deveriam ser colocados como algo público, como a conversa entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, segundo a defesa do petista.

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O mérito da questão ainda deverá ser deliberado pela Quinta Turma do tribunal.

Outra decisão completamente desfavorável a Lula, refere-se ao entendimento do TRF-4. O tribunal que referenda a maioria das decisões proferidas pelo juiz Sérgio Moro, negou, por unanimidade, o processo movido por Lula contra o juiz federal. Os desembargadores da quarta seção, rejeitaram sumariamente a queixa-crime de Lula contra Moro. A defesa do petista acusa o juiz da Lava-Jato por "abuso de autoridade". Sérgio Moro venceu mais uma vez. Ele foi defendido pela sua esposa, advogada Rosangela Moro.