Aconteceu na Paraíba, no último domingo (19), a "inauguração popular" do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, que abrange o Estado da Paraíba. Assim denominado, o evento ficou marcado pela grande presença do público local e também de cidades próximas, principalmente para ver o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Os hotéis da região esgotaram todas as reservas. O cantor Chico César apresentou-se no local da obra. O evento contou ainda com a presença vários parlamentares petistas, além do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).

A hashtag do evento, #ComLulaOSertaoVirouMar, tornou-se uma das mais comentadas no Twitter. Acompanhados por milhares de pessoas, Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff marcaram presença no ato, que teve ares de comício.

O ex-presidente já declarou que seu nome é quase certo como candidato à presidência da República em 2018. O grande apoio a Lula e a comoção demonstrados pelas pessoas que estavam no ato serviram de combustível para levar adiante a campanha.

Apesar de as obras da transposição terem atrasado por quase 5 anos, elas foram iniciadas no governo petista e, dessa forma, o ato serviu para reivindicar a "paternidade" do projeto. Os moradores de Monteiro (PB), onde aconteceu o evento, parecem também compartilhar dessa ideia. Quando o presidente Michel Temer (PMDB) foi até o local para inaugurar a obra, foi recebido com protestos e sem a presença de apoio popular. Bem diferente do que ocorreu ontem.

Lula sempre teve muita força na região Nordeste. Nascido em Pernambuco, ele implementou diversos programas que favoreceram a população nordestina.

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Líder nas pesquisas presidenciais para 2018, no Nordeste ele venceria com larga diferença.

Mesmo com grandes escândalos de corrupção, em seu governo, principalmente no segundo mandato, a economia flutuava bem e o Real era bem valorizado. Muitos acreditam que, outra vez como chefe do Executivo, Lula teria força para promover uma grande reação frente à crise que o país enfrenta agora.

A região de Monteiro sempre foi uma das mais castigadas pela seca. Os agricultores não podiam produzir por causa da falta d'agua e casos de desnutrição eram frequentes no local. Agora, com a conclusão da obra, que custou cerca de R$ 8 bilhões, os sertanejos veem com esperança uma melhora da situação.