Nesta terça feira (14) Rodrigo Janot, procurador-geral da República, enviou carta ao Ministério Público Federal relatando que as delações da construtora Odebrecht mostram a "triste realidade da democracia no país" que está "tomada pela corrupção". Ele afirmou que a democracia brasileira está bem longe do que deveria ser.

Democracia é o regime de governo em que o povo exerce a soberania e um sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas.

Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de 83 inquéritos para investigar autoridades citadas em delações na Operação Lava Jato, entre líderes políticos, ministros, ex-presidentes, senadores, deputados federais e outros.

A lista já está no STF e segue em caráter sigiloso. Segundo o próprio Janot, a lista poderia ser maior. "O abuso do poder econômico e político por figuras públicas e grandes empresas é alarmante", afirmou o procurador.

Ele pediu ao Ministério Público “imparcialidade” ao analisar os pedidos e "velar pela coesão interna".

Em sua carta, Rodrigo Janot frisou a colaboração dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht na delação. Admitiu que o que foi relatado revelou a corrupção no país de uma forma poucas vezes mostrada com tantos detalhes. Foram mais de 48 reuniões realizadas para que o acordo desse frutos, mantendo o compromisso com o bem da instituição Odebrecht e principalmente com o povo brasileiro.

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Lava Jato

Mais de 100 funcionários do Ministério Público Federal estão diretamente envolvidos neste caso. Em 34 unidades, receberam a tarefa de recolher 950 termos de declaração dos colaboradores. Os números impressionam, pois se trata de uma operação complexa, abrangente e que ainda dará muito que falar.

Foram realizadas reuniões com dez ministérios ibero-americanos e reuniões específicas com um Ministério Público africano.

Tudo indica que as ações da Odebrecht em países africanos estão relacionadas ao caso. Em sua carta, Janot frisou a importância destas serem investigadas com total seriedade. Ao encerrar sua carta, o procurador pediu a todos coragem, imparcialidade e compromisso com o povo brasileiro que merece ver a justiça ser feita.

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