Seja por articulações com os parlamentares, por campanhas ao grande público ou por frases de efeito em eventos de grande repercussão, o Palácio do Planalto mantém firme sua campanha pela aprovação da Reforma da Previdência. O governo comandado pelo peemedebista Michel Temer entende que essa medida será fundamental para a saúde financeira do país a longo prazo.

Prova disso foi a forte declaração feita pelo presidente durante a abertura da 10ª conferência do Bank of America Merrill Lynch, em São Paulo, nesta quarta-feira, dia 29.

O presidente chegou a dizer que o Brasil “vai paralisar em sete anos” se a reforma da Previdência não for feita.

“Se esta reforma não for feita agora, daqui a três anos terá que ser feita. Caso contrário o Brasil ficará paralisado daqui a sete anos”, disse Temer, prevendo uma situação econômica ainda mais delicada para o ano de 2024.

Sem a reforma da Previdência, o Planalto entende que, em médio prazo, o governo só poderá arcar com as despesas referentes à folha dos servidores públicos e com a Previdência.

Não haverá mais, portanto, recursos para investimentos em temas sociais, casos de programa como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida – grandes bandeiras políticas dos antigos governos do Partido dos Trabalhadores, o PT.

Para Temer, a sintonia e a “interlocução plena” que o seu governo possui junto aos parlamentares integrantes do Congresso Nacional serão decisivas para a aprovação desta matéria.

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Michel Temer

“Nós precisamos aproveitar este momento em que temos apoio e prestígio junto ao Congresso Nacional para realizar enfim essa reforma. Ela não vai prejudicar ninguém. O que diz respeito aos deficientes, aos trabalhadores rurais, eu compreendo, tanto que ainda podemos negociar para aprovar”, pontuou o presidente.

Ainda durante a sua fala, Temer destacou que todos os levantamentos estatísticos revelaram que o Brasil vai paralisar financeiramente se a reforma não for feita.

Ele teme que o país passe por situações semelhantes com o que ocorreu com países como Grécia e Espanha, que tiveram que reduzir o valor das aposentadorias.

“Estamos engajados em estabelecer regras de transição para que as finanças possam estar equilibradas. Assim vamos evitar que ocorra no Brasil o que ocorreu em Portugal, Grécia, Espanha, França, que tiveram que reduzir as aposentadorias e a folha salarial dos servidores públicos”, acrescentou.

O sucessor de Dilma Rousseff também garantiu que as reformas que o seu governo tem se proposto a fazer vão recuperar os investimentos no país. Para ele, o Brasil está se aprontando para crescer novamente e receber outra vez os investidores internacionais. Na mesma linha, Temer frisou a importância da lei da terceirização, que foi aprovada na Câmara na semana passada e agora aguarda apenas a sanção presidencial.

“Nós tivemos muitas crises no passado, e superamos. E agora estamos saindo da recessão. Com o desenvolvimento vem junto o emprego. Por isso que, aos investidores, eu digo sem medo de errar: podem investir novamente no nosso país”, finalizou.

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