São realizadas, nesta quarta-feira (15), manifestações em todo o país contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer. Em São Paulo, palco das principais manifestações que ocorrem no país, o ato está previsto para acontecer na Avenida Paulista, por volta das 16h.

Na capital paulista, os organizadores da paralisação anunciaram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá comparecer à manifestação.

Em todo o país, os protestos estão ocorrendo desde a manhã em diversas capitais e cidades. No Rio de Janeiro, também está prevista uma manifestação, com início às 16h, na Candelária. Em Brasília, o protesto ocorre desde às 8h.

As manifestações reivindicam a retirada da proposta da reforma da Previdência do congresso e a saída de Michel Temer da Presidência da República, além da realização das eleições diretas.

A reforma da Previdência

Para entender porque da reforma é necessário observar a economia do país. A Previdência deverá registrar déficit de 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, causando um rombo nas contas do governo federal, previsto para chegar este a R$ 181 milhões.

A população brasileira vive cada vez mais. Com isso, o número de idosos tende a ser cada vez maior, e a população jovem, que sustenta o caixa da Previdência, só diminui.

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Política

A proposta do governo para a Previdência estabelece a idade para aposentaria de 65 anos de idade tanto para homens quanto para mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Todos os trabalhadores que ainda não têm idade e tempo de contribuição para pedirem a aposentaria serão afetados, já que muitos deverão prolongar os anos de trabalho para ter direito do benefício.

Aos elevar a idade mínima para requerer a aposentaria para 65 anos, automaticamente eleva o número de servidores públicos do Judiciário e Legislativo.

Atualmente, mulheres podem ser aposentar cinco anos antes dos homens.

Com o aumento da idade para requerer a aposentaria de ambos os sexos para 65 anos, as mulheres serão as mais afetadas, já que acima desta idade valerá a regra de transição e a igualdade ocorrerá somente ao longo de 20 anos.

As categoria especiais, como policiais e bombeiros, não entrarão nas mudanças prevista pelo reforma. Essas categorias especiais serão tratadas em projetos à parte.

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