O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) declarou que o presidente Michel Temer não tem credibilidade para aprovar as reformas necessárias. Durante um evento para funcionários de uma multinacional, Caiado falou ao Jornal Congresso em Foco e defendeu a antecipação de novas eleições. O senador defende que o cidadão tenha liberdade para votar em um candidato que não vai usar seu mandato para negócios escusos.

Crise de representatividade

Para Ronaldo Caiado, o Brasil vive uma crise moral e é representado por parlamentares que não têm credibilidade para implementar as reformas necessárias, como as reformas previdenciária, tributária e até política.

O senador questiona o fato de que, quando a nova lista de Janot sair, haverão atrasos nas reformas desestimulando investimentos.

Reforma previdenciária

Sem citar o nome do presidente Michel Temer, Caiado afirmou que qualquer presidente que queira fazer uma reforma do porte da reforma da previdência deveria, em primeiro lugar, abrir mão da sua própria aposentadoria. Isto é fundamental para que a população aceite a mudança. No caso de Temer, ele aposentou com 55 anos como procurador do estado de São Paulo.

Condições para a sociedade acreditar

Ronaldo Caiado disse que ter independência intelectual e moral é a única condição para que a sociedade se sinta representada. O senador disse que não está fazendo crítica a ninguém específico, entretanto, diz que o Brasil vive uma crise de representatividade das instituições.

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Diz ainda que se questiona com o fato de o Brasil fazer reforma previdenciária, trabalhista e outras se o cidadão está arcando com todas as políticas de incentivo, como bolsa-reclusão, bolsa-família e outras mais.

Ronaldo Caiado, que há tempos pediu até para o presidente Temer renunciar, desde o ano passado, insiste para que se façam novas eleições e é critico do modelo atual de governabilidade. Caiado reitera que os políticos brasileiros não tem credibilidade para continuar governando até o final de 2018. O senador ainda se refere a uma citação do médico Miguel Couto que diz: 'Mais vale a mão que dá o remédio do que o próprio remédio'.