O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, participou nesta sexta-feira (21), de um evento empresarial na cidade de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná. O evento denominado "Lide", contou com várias autoridades políticas, como por exemplo, o prefeito de São Paulo, João Doria, do PSDB. Durante o evento, o deputado federal criticou fortemente os sindicatos no Brasil, já que segundo ele, "a resistência dos sindicatos ocorre porque, de certo modo, eles não querem perder a boquinha", desabafou o presidente da Câmara Federal. Ainda de acordo com Rodrigo Maia, os sindicalistas não querem que aconteçam as mudanças necessárias na implementação da reforma trabalhista no país.

'Ganhar sem nenhum esforço'

O presidente da Câmara dos Deputados foi ainda mais enfático ao considerar que os sindicalistas querem, na verdade, "ganhar sem ter que fazer nenhum esforço, por isso, é legítimo que se mobilizem", ressaltou Rodrigo Maia, em alusão à oposição do meio sindical às reformas fundamentais para o país, como a reforma trabalhista e a reforma da previdência social. As declarações e críticas do presidente da Câmara Federal dirigidas a sindicatos, vêm à tona em um momento crucial para a implementação de reformas no país, até para que o Governo consiga credibilidade junto a organismos internacionais. As palavras do deputado federal carioca, também surgem quando é cada vez mais forte a tendência de que o Congresso Nacional, possa aprovar a extinção do imposto sindical, que é considerado a principal fonte de recursos dos sindicatos no Brasil.

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Rodrigo Maia também foi contundente em reforçar as críticas a respeito das depredações ocorridas na entrada do prédio da Câmara Federal, em Brasília, devido à votação de urgência da reforma trabalhista, ao afirmar que "os sindicatos, utilizando-se de muita competência, acabam acuando,pressionado e depredando o Congresso Nacional, assim como o fizeram na última semana", desabafou o deputado. A manifestação de Rodrigo Maia, se deve ao episódio em que houve uma tentativa de invasão à Câmara dos Deputados, na semana passada, por parte de representantes de sindicatos ligados à Polícia Civil e à Polícia Rodoviária Federal. O politico ainda esclareceu que o Congresso deve enfrentar essa "agenda tensa e difícil", em alusão à necessidade de aprovação das reformas previdenciária e trabalhista, tanto na Câmara, quanto no Senado, até a metade do ano, para que depois se avance na discussão da reforma tributária no país.