O momento conturbado da política brasileira, o avanço das investigações da Operação Lava-Jato, a maior operação de combate à corrupção de que se tem notícia na história do país, não apenas são motivos de dúvidas e incertezas com relação ao futuro do país, mas também a possibilidade de ocorrer grandes mudanças, principalmente, em relação a alterações em ministérios nos altos escalões do Governo federal.

É o que pode acontecer em breve com o GSI (Gabinete de Segurança Institucional). O atual chefe do GSI, general Sérgio Westphalen Etchegoyen é um dos grandes cotados para assumir o comando do Exército Brasileiro. O comandante máximo do front brasileiro é o general Eduardo Villas Bôas.

Articulação sigilosa do governo

O Palácio do Planalto, através do presidente da República, Michel Temer, se articula, de modo sigiloso, para mudar o alto comando do Exército Brasileiro.

Entretanto, ainda não há uma data pré-determinada para que isso venha a se concretizar. Um dos principais motivos para que seja efetivada a troca dos generais, é o fato de o atual comandante das tropas, estar enfrentando problemas ligados à saúde. O general Eduardo Villas Bôas, deverá sair brevemente, para que possa fazer um tratamento de saúde. O próprio general já revelou que sofre de uma doença degenerativa.

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Governo Michel Temer

A doença tem causado grandes incômodos a Villas Bôas , como por exemplo, dificuldades para caminhar, além de possibilitar que ele necessite fazer uso de bengalas. Segundo o general, ele sofre de "uma doença neuromotora de caráter degenerativo" afirmou recentemente o militar.

O mais cotado para assumir o comando da força militar, é Etchegoyen, que é muito bem visto nas Forças Armadas. Sérgio Etchegoyen é considerado um general linha-dura e possui uma boa articulação junto a setores do Exército e também no próprio governo de Michel Temer.

Um das grandes realizações do general Etchegoyen a frente do Gabinete de Segurança Institucional do governo, foi desmantelar o aparelhamento da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que encontrava-se anteriormente totalmente controlada pelo PT, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O general conseguiu restabelecer a GSI e a Abin.

'Estado de Defesa'

Recentemente, o general Eduardo Villas Bôas revelou que o mensageiro petista, durante a gestão de Dilma, consultou o Exército, a respeito de uma possível decretação de estado de defesa, meio à crise, dias antes do impeachment.

O mensageiro, se trata do senador Jorge Viana, do PT do Acre. Entretanto, com a deflagração do processo de impeachment da ex-presidente Dilma, foi sinalizada a rejeição dessa medida extrema por parte das Forças Armadas, destacando assim, que o petista não obteve sucesso.

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