Amigos mineiros do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, estão "sonhando acordados" com uma candidatura que coloque Janot no comando do governo do Estado de Minas Gerais. Um dos amigos conta que as Eleições de 2018 já estariam ganhas se Janot correspondesse ao pedidos e tomasse frente nas campanhas.

Entusiasmado com a ideia, um dos amigos conta: "Está na mão dele, seria eleito praticamente por aclamação". Esse amigo conhece Janot desde a época da juventude e insiste no ato, mesmo Rodrigo Janot tendo enfatizado que não quer se tornar político, e que agora trabalhará para se reconduzido ao cargo de procurador ainda em setembro deste ano.

Os amigos de Janot acreditam que se o procurador se candidatar ele não teria nenhum adversário, já que todos os outros mostram-se "enrolados", evidentemente perdendo para o procurador. Sobre o partido, mineiros não sabem qual Janot escolheria, mas o passado do procurador revela que há uma aptidão para o lado da esquerda.

Quando jovem, Rodrigo Janot foi um dos militantes da esquerda brasileira e grande apoiador e admirador de José Genuíno, que chegou a ser condenado pelo mensalão a quatro anos e oito meses de cadeia, mas a pena foi extinguida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre possíveis candidatos que concorreriam com Janot, estaria Fernando Pimentel (PT) que poderá ter poucas chances com os avanços da Operação Acrônimo, e Antônio Anastasia (PSDB) que tem como apoiador Aécio Neves.

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Anastasia já foi citado na Operação Lava Jato e Aécio foi delatado por Benedicto Júnior nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Perto de Janot, eles teriam "poucas chances".

Trabalho de Janot

Os últimos acontecimentos envolvendo o procurador da República, foi sobre o processo de cassação da chapa Dilma/Temer. Janot foi enfático e disse que não poderá investigar Michel Temer, pois as acusações partiram de um momento em que o presidente não tinha assumido o cargo na época.

O diretor da Transpetro, Sérgio Machado, citou Temer durante delação premiada onde conta que o presidente pediu recursos para a campanha eleitoral.