Os delatores da JBS tinham nas mãos, conversas gravadas do empresário Joesley com o presidente Temer, além de um histórico de propinas distribuídas para políticos nos últimos 10 anos. Essas conversas foram gravadas no mês de março.

Segundo o jornal "O Globo" o dono da JBS usou um gravador, escondido no bolso do paleto, pra que nada vazasse, ainda segundo o jornal a procuradoria geral da república adotou procedimentos pouco usuais, na hora de prestar os depoimentos, os delatores entravam pela garagem da sede da procuradoria, em carros particulares e subiam para as salas sem serem identificados na portaria.

A reportagem mostra que segundo os delatores, o dinheiro para Cunha, era entregue para Altair Alves Pinto, eu homem de confiança, na conversa gravada Joesley pediu ajuda de Michel Temer pra resolver uma pendência da JIF no governo.

Temer disse que Joesley deveria procurar Rodrigo Rocha Loures do PMDB para cuidar deste problema. Segundo a reportagem, Rocha Loures é um conhecido homem de confiança do presidente.

A reportagem do jornal "O Globo" na internet mostra também, era com Mantega que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e a aliados.

Mantega também operava interesses da JBS no BNDS. Joesley revelou que pagou 5 milhões de reais para Eduardo Cunha, após a prisão dele valor referente à um saldo de propina que o pmdbista tinha com Joesley.

Ainda de acordo com a reportagem do Jornal O Globo, Joesley Batista, entregou à procuradoria geral da República, que agrava ainda mais a situação do Senador Aécio Neves. No áudio o presidente do PSDB pede 2 milhões de reais ao empresário sob a justificativa que precisava da quantia para cobrir despesas com sua defesa na operação Lava Jato.

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Aécio e Joesley se encontraram dia 24/03 em um hotel em São Paulo, e o pedido de ajuda foi aceito. Joesley quis saber então quem seria responsável por pegar as malas com o dinheiro. Aécio Neves indicou o primo Frederico Pacheco de Medeiros recebê-las, conhecido também como Fred, foi diretor da CEMIG nomeado por Aécio e um dos coordenadores da campanha de Aécio para a presidência da República em 2014.

Quem levou o dinheiro à Fred foi o diretor de relações institucionais da JBS Ricardo Saúde, um dos 7 delatores. Foram 4 entregas de R$500 mil cada uma, a Polícia Federal chegou a filmar uma dessas entregas. De acordo com material que chegou ao STF, foi afirmado que o dinheiro não chegou a ser repassado a advogado algum.

As filmagens da Polícia Federal, mostram que depois de receber o dinheiro, Fred passou as malas para Menderson Sousa Lima ainda em São Paulo.