O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está vivendo um grande pesadelo com as acusações do Ministério Público Federal (MPF), na Operação Lava Jato. Denúncias em cima de denúncias vão aos poucos "encurralando" o ex-presidente. Amigos do petista perceberam que tem algo "falho" na defesa de Lula e sugeriram para ele que demita o seu advogado Cristiano Zanin.

Segundo os "chegados" de Lula, Zanin é muito arrogante e ao invés de proteger o ex-presidente, ele está aos pouco "destruindo" a imagem do líder do PT. Para os amigos de Lula, que também são advogados, o desempenho de Zanin foi desastroso. É errado, na opinião deles, o advogado confrontar o juiz federal Sérgio Moro por diversas vezes.

A demissão para os "chegados" do petista é a melhor solução nesse caso e tem que ser em caráter urgente. Para eles, Zanin ao invés de proteger Lula, está fazendo o papel de um auxiliar de acusação.

Irritação

Zanin tem se utilizado de algumas estratégias para tentar irritar o juiz Sérgio Moro durante as audiências. Numa dessas tentativas, no interrogatório do ex-presidente Lula que ocorreu no dia 10 de maio, Zanin chegou a deixar nervoso um outro advogado na sessão, René Dotti. Ele representa a Petrobras e chegou a interromper a fala do advogado do petista, e aos gritos disse que ele estava desrespeitando o juiz.

Diante da estratégia de Zanin de interromper o interrogatório, Dotti falou: "Isso não se faz em uma audiência! Não enfrente o juiz pessoalmente na audiência!", disse o advogado da Petrobras.

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O advogado do petista sempre defende o discurso de que Moro está fazendo julgamento político ao citar sobre o processo do Mensalão.

Dotti defendeu o magistrado e afirmou que a personalidade do acusado também é levada em conta pelo juiz e, por isso, ele estaria comentando sobre casos passados, mas que têm uma forte ligação com as investigações de hoje. Zanin ficou indignado com Dotti e pediu para rebater, mas Moro o proibiu e a sessão continuou.

Novo indiciamento

Nesta terça-feira (16), a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente por Corrupção na Operação Zelotes. Foram apontados pagamentos de R$ 6 milhões de propina ao PT. Ele foi indiciado por corrupção passiva pela suposta compra de Medidas Provisórias.

Outros doze investigados também terão que dar explicações, entre eles os ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra. Todos negam qualquer irregularidade.

No inquérito aberto, foi constatado encontro entre Lula e o lobista Mauro Marcondes, um grande conhecido do petista nos tempos de sindicato.