O ex-presidente da república, Luiz Inácio 'Lula' da Silva, foi interrogado nesta quarta-feira (10), em Curitiba (PR), pelo juiz federal Sergio Moro. O ocorrido se deve à ação penal movida pelo Ministério Público, onde um suposto triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, teria sido reformado pela OAS e dado ao ex-presidente. Lula negou ser o dono do imóvel.

O encontro foi marcado por uma extrema tensão, principalmente entre o advogado da defesa de Lula, Cristian Zanin Marins, e Sergio Moro.

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O interrogatório durou cerca de 5 horas e já está disponível na internet.

Antes das perguntas começarem, Moro tentou tranquilizar o petista, informando-lhe que, apesar de boatos de prisão estarem se espalhando pela internet e redes sociais, o mesmo não seria preso, posto que aquela etapa tratava-se apenas de um procedimento comum, com o fim de esclarecer as acusações dos autos.

“Houve alguns boatos de que haveria a possibilidade de ser decretada a sua prisão durante este ato […] são boatos que não tem qualquer fundamento”, disse Moro.

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“Para deixar o senhor absolutamente tranquilo, deixo claro que isto não irá acontecer.”

O juiz também disse que, apesar de muito se dizer por aí que ele teria desavenças com o ex-presidente, ele é apenas o juiz que está ali para julgar, uma vez que as investigações, provas e acusações são feitas pelo Ministério Público.

“Eu queria deixar claro que, em que pese algumas relações nesse sentido, eu não tenho nenhuma desavença pessoal com o senhor nesse processo […] lembrando que quem faz a acusação é o Ministério Público”, informou Moro.

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Lava Jato Sergio Moro

Deste modo, o evento foi iniciado em meio de polêmicas. A primeira foi devido a algumas perguntas terem incluído o sítio do Atibaia (outra acusação de corrupção contra Lula), posto que este caso seria discutido em outro processo. No entanto, Moro não cessou em questionar o ex-presidente sobre o sítio, uma vez que as provas tratavam de mensagens de texto mencionando o sítio e o triplex em conjunto.

De forma geral, as respostas do petista foram quase sempre as mesmas. Ele relatou não estar ciente dos atos de Dona Marisa, que teria realizado a compra do apartamento com a OAS, como também se defendou dizendo que “é muito difícil responder questões sobre quem não está aqui para se defender”. Lula também aproveitou a oportunidade para culpar o Ministério Público pela morte da esposa. "Uma das causas foi a pressão que ela sofreu", disse o petista.

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