Nesta quinta-feira (04), foi deflagrada a fase 40 da Lava Jato, Operação Asfixia, e junto com ela foi um recado do juiz Sérgio Moro contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em libertar os presos da Operação mais famosa do Brasil contra a Corrupção.

Moro foi enfático e disse que a prisão por tempo indeterminado é essencial para evitar carreiras criminosas. Mesmo o juiz não apontando nomes, a sua crítica vai direto ao STF, que tem ordenado, nos últimos dias, a soltura de alguns dos presos da Lava Jato.

Em fevereiro deste ano, o ministro Gilmar Mendes falou que não concordava com as prisões alongadas determinadas pelo pessoal de Curitiba. Já era uma previsão do que iria acontecer mais para frente. O STF já soltou o amigo do ex-presidente Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-ministro José Dirceu, o empresário Eike Batista e o assessor do PP João Cláudio Genu.

Para dar um exemplo da importância de seus dizeres, Moro citou os condenados ex-diretores da Petrobrás: Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Alberto Yossef e o operador de propinas Fernando Soares, o Fernando Baiano.

De acordo com o magistrado, esses presos se estivessem soltos poderiam continuar em grandes esquemas de corrupção dentro das empreiteiras. "A prisão foi essencial para que eles interrompessem o pagamento sistemático de propina à agentes públicos", disse o juiz.

O juiz ainda ressaltou que a prisão protege a sociedade e outros indivíduos de novos delitos.

Operação Asfixia

A nova fase da Lava Jato cumpriu mandatos de prisão e apreensão, além de condução coercitiva.

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Governo Corrupção

O alvo da Operação foi três gerentes da área de Gás e Energia da Estatal Petrolífera. Cerca de R$ 100 milhões foram recebidos por eles em contratos fraudulentos com as empreiteiras.

Moro comentou que a única forma de impedir a continuação dessa criminalidade é a prisão preventiva, o que é no momento, contestada por alguns ministros da Corte.

Crimes em segredo

Segundo Sérgio Moro, os crimes que estão sendo investigados foram cometidos em segredo com a movimentação de contas secretas no exterior.

Não tem como as autoridades brasileiras monitorarem todos as ações desses corruptos se eles estiverem soltos. Por essa razão, é de grande importância manter a prisão preventiva no lugar de medidas cautelares.

"Somente dessa forma pode-se interromper a corrupção que se alastra dentro de órgãos públicos e das construtoras por todo o País", comenta o juiz.

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