A PF (Polícia Federal) cumpre, nesta sexta-feira (26), mandados da 41ª fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Esta operação tem o nome de Poço Seco.

São 13 mandados judiciais, destes oito são de busca e apreensão, uma de prisão preventiva, uma de prisão temporária e outras três de condução coercitiva. Segundas informações da Policia Federal, os mandados de prisão foram cumpridos no Rio de Janeiro na manhã desta sexta.

Esta investigação tem relação com a ação dos lobistas ligados ao partido PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) Jorge Luz e Bruno Luz. Os dois, que são pai e filho, agiam a mando do partido dentro da Petrobras.

Eles já se encontram detidos no Complexo Médico-Penal, que fica na região de Curitiba (PRB). Jorge e Bruno foram detidos durante a 38ª fase da Operação Lava Jato.

As pessoas que estão na mira da condução coercitiva são Fernanda Luz (filha de Jorge Luz) e Álvaro Gualberto Teixeira de Melo. A filha de Jorge não foi localizada em sua residência. A Polícia Federal não deu mais informações sobre os demais alvos da Operação Poço Seco.

Ela tem como propósito investigar complexas operações financeiras que envolvem a exploração de petróleo em Benin, que fica na África. Essa operação financeira tinha o intuito de disponibilizar recursos e pagamentos para se beneficiarem indevidamente um ex-gerente que ocupava posição na área de negócios internacionais da Petrobras.

As pessoas que estão sendo investigadas nessa operação vão responder pelos crimes de prática de Corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

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Os detidos vão ser transportados para a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Ainda segundo a PF, o nome dado a esta operação tem a ver com todos os resultados que negativos sobre o investimento que foi realizado pela Petrobras na obtenção dos direitos na exploração de poços de petróleo em Benin.

Penúltima fase

A penúltima parte da operação foi denominada com o nome de Asfixia e teve com foco ex-funcionários da Petrobras que são acusados de receberem um montante acima dos R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras. Este valor, segundo a Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal), foi movimentado por algumas empresas.

Entre os presos nessa fase, Maurício de Oliveira Guedes foi solto. Já Marcio de Almeida Ferreira, Marivaldo do Rozário Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes permanecem detidos na Superintendência da PF, em Curitiba.