O noticiário político mais uma vez deixa o país estarrecido. Na tarde desta quarta-feira (17), o jornal "O Globo" publicou que os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS (grupo empresarial que controla marcas como Friboi, Seara e Big Frango), fizeram uma Delação premiada que compromete o presidente Michel Temer.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, Joesley Batista gravou uma conversa em que Temer aprova o pagamento de uma mesada para o deputado cassado Eduardo Cunha e para o doleiro Lúcio Funaro, ambos presos em decorrência da operação Lava-Jato.

O objetivo seria garantir que os dois ficassem calados na prisão.

Joesley também disse que pagou R$ 5 milhões a Cunha após sua prisão referentes a propinas que devia ao deputado cassado, além de mais R$ 20 milhões pela tramitação de uma lei para redução de impostos do setor de frango. Na mesma reunião, que durou cerca de 40 minutos, Temer teria indicado o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Depois disso Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviada por Joesley.

Aécio e Mantega

Ainda segundo "O Globo", Joesley também gravou conversa em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu R$ 2 milhões para custear sua defesa na operação Lava-Jato. A Polícia Federal teria gravado a entrega do valor para um primo de Aécio e rastreado o dinheiro, depositado na conta de uma empresa do senador Zezé Perrela (PSDB-MG).

Guido Mantega, ex-ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, seria o contato de Joesley Batista no PT e o responsável por negociar os valores de propina que depois seriam distribuídos entre membros e aliados do governo.

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Michel Temer

Respostas

O Palácio do Planalto publicou nota afirmando que "o presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar." Além disso, a nota diz que o presidente "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados"

Já o senador Aécio Neves afirmou, através de sua assessoria, que está "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos" e que sua relação com Joesley Batista "era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público."

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