Nessa semana, um dos assuntos mais comentados do país foi a grave crise política que o país tem passado. Já faz um bom tempo que políticos estão sendo julgados e condenados pela Justiça por crimes de lavagem de dinheiro e pagamento de propina. Porém, as notícias de que o presidente Michel Temer estaria envolvido em um esquema criminoso mexeu muito com os ânimos dos brasileiros. Em protesto, milhares de pessoas foram às ruas de Brasília exigir que Temer se afaste imediatamente do governo. No entanto, em meios à Manifestação pacífica, grupos de vândalos invadiram as sedes do governo e destruíram tudo o que viam pela frente.

Para evitar maiores prejuízos e para mostrar que ainda está no poder, Temer exigiu que as Forças Armadas entrassem em ação para dispersar a manifestação.

Durante a ação dos militares, muita gente ficou ferida. Bombas de gás lacrimogênio foram lançadas sobre os manifestantes para dispensá-los, mas isso não foi o suficiente. Balas de borrachas eram disparadas a todo instante. Dezenas de pessoas foram presas e outras dezenas ficaram feridas devido ao confronto sangrento que houve no local.

Todo o conflito aconteceu na última quarta-feira (24), porém, na manhã de hoje, Temer se reuniu com alguns de seus ministros e exigiu a retirada do exército das ruas. A revogação do decreto foi publicada no jornal extra do Diário Oficial da União. Estavam presentes na reunião os ministros Eliseu Padilha, Moreira Franco, Antônio Imbassahy, Raul Jungman e General Sérgio Etchegoyen.

De acordo com o que foi discutido, a decisão de usar o exército para conter as manifestações foi um pouco precipitada.

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Essas forças especiais só podem ser usadas em casos mais extremos de perturbação a ordem.

Todo o manifesto foi organizado pelas centrais sindicais e pelos movimentos de esquerda contra as reformas da previdência e trabalhista. Eles pediam por eleições diretas e a saída de Temer da presidência. O resultado da manifestação, até o momento, foram 49 pessoas feridas, 7 ministérios atacados, pontos de ônibus destruídos, banheiro químicos queimados. Entre os feridos, um homem corre sério risco de perder a visão do olho esquerdo, por ter sido alvejado por uma bala de borracha.

Mesmo com todas a pressão para que renuncie, Temer já deixou bem claro que não deixará o cargo. A OAB já protocolou em pedido para que Temer responda pelo crime de responsabilidade, o mesmo que tirou a ex-presidente Dilma Rousseff do poder.