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Os números apresentados pelos institutos de pesquisa nos últimos dias sobre alguns pontos do cenário político nacional não explicam em sua totalidade, mas ajudam a montar o confuso quebra-cabeça da política no Brasil. A rejeição de Michel Temer cresce exponencialmente, da mesma forma a por suas reformas. Por outro lado, Lula vem abrindo vantagem nas pesquisas, quanto mais se bate nele, mais parece que o povo sente falta. Mas será por saudade do seu governo, ou pela pura incompetência de quem ocupa o Planalto atualmente, que parece ter prazer em ser impopular?

Segundo o instituto Datafolha divulgou no último final de semana, 61% dos brasileiros consideram o governo do peemedebista Michel Temer como ruim ou péssimo.

Sobre as reformas apresentadas pelo Planalto, o Datafolha divulgou pesquisa nesta segunda-feira (1º) mostrando que 71% rejeitam a da Previdência, enquanto 64% consideram que a terceirização e a trabalhista beneficiam o patrão em detrimento ao empregado. Com tamanha impopularidade ao seu governo por parte do povo, mas apoio quase que irrestrito dos parlamentares e boa parte da grande mídia, Michel Temer se apresenta como o "presidente reformista". Segundo afirma, não se preocupa com sua impopularidade, e se utiliza dela para aprovar reformas que não serão bem aceitas pelo povo.

Enquanto a rejeição de Michel Temer só aumenta, o ex-presidente Lula segue tranquilo a frente nas pesquisas presidenciais para 2018. Ele vence com tranquilidade todos os cenários de 1º turno apresentados pela pesquisa Datafolha deste domingo (30).

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Com Aécio Neves representando o PSDB, Lula teria 30% dos votos. O segundo lugar não seria o tucano, e sim o extrema direita conservadora, Jair Bolsonaro, com 15%. o senador do PSDB fica com apenas 8% das intenções de voto. Marina Silva tem 14%

Com Geraldo Alckmin sendo o candidato tucano, Lula mantém os 30% de votos, Marina ficaria em segundo com 16%, Bolsonaro teria 14% e o governador de São Paulo em quarto com 6%.

No cenário em que João Doria ocupa a vaga de tucano presidenciável, Lula também lidera, agora com 31% dos votos, Marina teria os mesmos 16%, Bolsonaro cairia para 13% e o prefeito de São Paulo teria 9%.

Cenários sem Lula

O Datafolha também fez uma pesquisa sem nenhum representante petista, já que estava bem claro que Lula venceria qualquer que fosse o cenário caso estivesse na pesquisa. O primeiro lugar quando se tira Lula das intenções de voto fica para Marina Silva, que lidera ambos os cenários com 25% dos votos.

Possível segundo turno

Em diversos cenários possíveis de segundo turno, Lula ficaria atrás apenas de Marina Silva, e mesmo assim com uma diferença que vem caindo a cada pesquisa.

Em novembro de 2015, a diferença era de 52% contra 31% favorável a Marina. Em julho do ano passado caiu para 44% e 32%. Em dezembro de 2016 a diferença era menor ainda: 43% contra 34%. Nessa última pesquisa a diferença já está dentro da margem de erro, 41% contra 38%.

Lula ganha de todos os tucanos: 43% x 27% de Aécio, 43% x 29% de Alckmin e 43% x 32% de Doria.

Rejeição

O líder disparado nos números apresentados de rejeição fica para Michel Temer. O peemedebista leva quase 20% de vantagem na taxa de rejeição se comparado ao segundo lugar. Temer tem 64% de rejeição, Lula 45% e Aécio 44%.

João Doria

Essa é a primeira vez que o nome do prefeito de São Paulo é colocado na pesquisa. Doria é visto por muitos tucanos como a válvula de escape caso Alckmin e Aécio se encrenquem ainda mais nas investigações da Lava Jato, porém, a pontuação do candidato tucano não trouxe o número esperado pelo partido.

Apesar das intenções de voto serem quase que irrelevantes ao seu nome, o tucano tem uma vantagem se comparado aos seus pares: a baixa rejeição. Enquanto Aécio tem 44% e Alckmin 28%, ocupando 3º e 4º lugares, João Doria aparece com apenas 16% de rejeição, o que é um alento aos tucanos, que se veem cada vez mais derrotados nas pesquisas.