O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de um evento realizado no diretório paulista do Partido dos Trabalhadores (PT), no último sábado (10). Descontraído, o ex-mandatário do país afirmou, em tom de brincadeira, que estaria disposto a fazer um acordo de colaboração premiada. Lula chegou a declarar no evento em alusão aos escândalos de corrupção da Petrobras, que os delatores acabam ficando com metade dos valores referentes às quantias que foram roubadas.

Segundo o petista, "ele estaria quase fazendo um acordo de delação premiada para pegar seus 82 milhões de dólares", afirmou ironicamente. Lula se referia à acusação do empresário Joesley Batista, por meio de colaboração premiada, que o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, teriam sido pagos através do valor mencionado, propina proveniente da empresa JBS, que é uma das principais líderes do mundo no mercado de vendas de carnes processadas.

Lula mencionou o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da Operação Lava Jato, em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal de Curitiba, num discurso recheado de "brincadeiras" e ironias proferidas diante do público do diretório petista, ao afirmar que quase falou: "Moro, meu amigo, o Joesley declarou que eu tenho US$ 82 milhões, portanto, se desejar que eu faça uma 'delaçãozinha' e você me der US$ 41 milhões, eu faço, pois, o primeiro que vou entregar é ele e depois vou para o tríplex".

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Lava Jato Lula

Em outra declaração, Lula criticou o juiz Sérgio Moro ao afirmar que o magistrado "teria subordinado a sua decisão à imprensa, já que seria a primeira vez que os julgadores estariam preocupados com a opinião pública".

Réu em cinco processos

Apesar da estratégia implementada pelo petista em adotar um tom irônico, durante seus discursos para correligionários, o ex-presidente Lula é réu em cinco processo na Justiça sendo dois deles, no âmbito da Operação Lava Jato.

Vale ressaltar que os acordos de colaboração premiada entre envolvidos em crimes relacionados à corrupção, foram conduzidos pelo Ministério Público Federal e não pelo juiz Sérgio Moro, conforme Lula havia relatado.

O processo referente à aquisição do apartamento de luxo tríplex, localizado na praia de Astúrias, na cidade de Guarujá, no litoral paulista e atribuído a Lula, segundo as investigações é o que se encontra numa fase mais avançada para que seja proferida uma sentença em relação ao caso.

O juiz Sergio Moro determinou que até o dia 20 de junho, a defesa do ex-presidente apresente seus últimos argumentos. Após essa etapa do processo, o juiz paranaense poderá apresentar sua sentença, embora não exista um prazo específico para que isso ocorra.

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