O presidente da República, Michel Temer, foi surpreendido na tarde desta segunda-feira (05), pela Polícia Federal. Investigadores estipularam um prazo de apenas 24 horas para que o presidente responda cerca de oitenta e quatro perguntas que abordam fatos do inquérito, ao qual responde por crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O presidente tucano terá apenas duas opções: ou responderá as questões por escrito em um prazo de 24 horas, ou então usará do seu direito de ficar em silêncio perante o caso.

A defesa de Michel Temer recebeu o coquetel de perguntas das mãos da Polícia Federal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, acabou negando, nesta última quarta-feira (31), que Temer adiasse seu depoimento para a PF. A defesa do presidente queria esperar que fosse concluída a perícia dos áudios que foram interceptados evolvendo o dono da JBS, Joesley Batista e Michel Temer.

A defesa de Temer também queria impedir que a PF fizesse perguntas relacionadas a esse caso, mas o ministro também negou. Edson Fachin deixou claro que Temer tem todo o direito de não responder as questões, mas não poderia impedir que a PF perguntasse o que bem entendesse ao presidente.

Acusações contra o presidente da República

Os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista são donos da empresa JBS e, em acordo fechado de delação premiada, acabaram envolvendo Michel Temer em acusações.

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Polícia Michel Temer

Temer teria indicado o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) como um interlocutor no governo, em prol de Batista.

A delação premiada fechada com a Procuradoria Geral da República revela que Loures recebeu cerca de R$ 500 mil de um dos executivos da empresa, a PF teria flagrado a cena. O dinheiro envolvido no trâmite seria para pagar propina, então a JBS teria benefícios perante o governo.

Conversas telefônicas foram gravadas e agora o Instituto Nacional de Criminalística (INC) irá analisar as gravações, o órgão tem ligação direta com a Polícia Federal. Fachin foi o responsável por pedir uma nova perícia no aparelho que gravou a conversa de Michel Temer

Rodrigo Rocha Loures acabou sendo preso neste último sábado (03). O ministro Fachin autorizou a prisão do acusado que, além de deputado federal, era também ex-assessor de Michel Temer.

A PF tem imagens de Loures "correndo" com uma mala cheia de dinheiro.

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