A crise da política tem aumentando a "tensão" entre os políticos no Brasil, a partir dos desdobramentos das investigações referentes ao acordo de colaboração premiada entre a Procuradoria-Geral da República e o empresário dono da empresa JBS, Joesley Batista. Com base em inquérito de investigação aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro-relator da Operação Lava Jato, Luiz Edson Fachin, um questionamento referente ao caso foi encaminhado pela Polícia Federal ao presidente da República, Michel Temer.

Pergunta 'intrigante'

Uma das mais de oitenta perguntas dirigidas ao presidente Michel Temer, se refere a um certo "Edgard".

A pergunta é a de número 47, entre as 82. O presidente da República é investigado no âmbito da Operação Patmos, da Polícia Federal. A suspeita que recai sobre Temer é a suposta prática de Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O intuito da Polícia Federal é conseguir identificar quem seria o personagem que teria grande proximidade o mandatário do país.

A indagação feita por um dos delegados da Polícia Federal é contundente: "Vossa Excelência teria alguém chamado Edgard, em se tratando do universo de pessoas com quem se relaciona com uma certa proximidade?", questionou o delegado. A Polícia Federal prosseguiu ainda dando continuidade ao mesmo questionamento se caso o presidente tenha conhecimento a respeito do personagem supracitado, qual seria a função profissional dele e se o tal "Edgard" tivesse algum tipo de envolvimento na vida partidária, entretanto, com a descrição com a relação com que ele mantém, relacionado a isso.

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O advogado de defesa do presidente Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, no então, declarou que o seu cliente não iria responder a todas as indagações formuladas pelos investigadores da Polícia Federal e Ministério Público. A probabilidade é de que Michel Temer se "silencie" em relação às peguntas relacionadas sobre o conteúdo do áudio da conversa mantida entre o mandatário do país e o empresário Joesley Batista, ocorrida na noite do dia 7 de março, no Palácio Jaburu, em Brasília.

No encontro que foi gravado pelo empresário dono da JBS, considerada uma das maiores empresas na venda de carne processada do mundo. Segundo o conteúdo das gravações, o presidente Temer teria ouvido do interlocutor uma sucessão de crimes, como por exemplo, o pagamento de uma mesa destinada no valor de R$ 50 mil, destinada ao procurador da República Ângelo Goulart, porém, não chegou a tomar nenhuma medida quanto a esta medida.