Um vídeo gravado por uma equipe da Polícia Federal flagrou o exato momento em que o ex-deputado e ex-assessor do presidente da República, Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), é encontrado em ato ilícito. Policiais federais ficaram de prontidão esperando o momento em que o ex-deputado saia de uma pizzaria em São Paulo. Parecendo estar um pouco "aflito", Rocha Loures "corre" até se encontrar com um táxi que já estaria o esperando. Olhando para todos os lados, o ex-assessor presidencial entra no veículo.

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Veja a seguir o vídeo do flagra dado pela PF:

Pesquisador da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Oliveira constatou que o sobrenome do ex-deputado o faz ser um "herdeiro" dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

Rocha Loures ficou conhecido como o "homem da mala", pois na ocasião em que foi flagrado pela PF, ele estava carregando uma mala com cerca de R$ 500 mil de propina.

O "herdeiro" é filho do dono da empresa Nutrimental, grande produtora de produtos alimentícios para crianças, concorrente de grandes marcas, como a Nestlé e a Kollogg's. O ex-deputado se formou em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e foi responsável por desenvolver conhecidas barras de cereais, dominado cerca de 26% do mercado nacional.

Com um nome promissor para os negócios, o "herdeiro" da tradicional família Loures acabou se "dando mal" ao entrar na política, sua participação em atos ilícitos o levou para a prisão. Tudo começou em 2005, quando Loures decidiu entrar para o PMDB.

Ao se deparar com a prisão, o ex-assessor de Temer ficou em grande constrangimento até mesmo perante sua família, proibindo seus país e sua mulher, que está grávida de 8 meses, de o visitarem na cadeia.

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No último sábado (3), a Polícia colocou o "herdeiro" na cadeia, é provável que, nesta próxima quarta-feira (7), ele siga para a Penitenciária da Papuda.

Rodrigo Rocha Loures é um dos homens que Michel Temer mantinha confiança, ele acabou sendo descoberto após investigações relacionadas aos escândalos da empresa JBS. Áudios interceptados pela PF comprovam que Loures fazia interligações entre executivos da JBS e com o presidente Michel Temer. Esquemas de Corrupção "beneficiando" Temer mostram que a propina de R$ 500 mil que estava com Loures foi paga devido a um acordo entre o preço de gás da Petrobras que seria fornecido para a termoelétrica EPE. Executivos da JBS fizeram declarações contundentes sobre os trâmites de corrupção.