O comandante do Exército, o general Eduardo da Costa Villas Bôas, postou no Twitter, nesta sexta-feira (30), uma gratidão pelo excelente trabalho do primeiro presidente da ditadura militar, o marechal Castello Branco. Ele elogiou a liderança dele e disse que é um verdadeiro exemplo a ser seguido.

Castello Branco foi o primeiro presidente da ditadura militar e é considerado o responsável pelo golpe civil-militar de 1964. Ele foi escolhido pelos militares e enfrentou vários grupos políticos que evitavam a instituição da ditadura no Brasil.

O novo governo de Castello Branco estabeleceu várias medidas: proibição da desapropriação de terras, cassação de direitos políticos de alguns parlamentares, ruptura com Cuba e investigações sobre aqueles que não aceitavam o seu governo.

Ocorreram algumas manifestações no país, principalmente de estudantes, que exigiam o fim da ditadura.

Forças Armadas

Na quinta-feira (22), o general Villas Bôas confirmou o compromisso das Forças Armadas em garantir a democracia e o cumprimento da Constituição Brasileira. Ele falou em uma audiência pública que teve a presença de vários parlamentares e ressaltou que não há qualquer respaldo das Forças Armadas sobre uma possível intervenção militar no intuito de tirar o presidente do poder.

De acordo com o comandante, pensar em intervenção militar agora é apenas perder tempo com algo que não tem nenhuma pertinência no entendimento das Forças Armadas.

O general citou o caso que aconteceu na Turquia, onde militares tentaram tomar o poder e se deram mal. Vários senadores gostaram do discurso do general e ele chegou a ser aplaudido de pé.

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Desconforto

Villas Bôas comentou sobre um pequeno incômodo que está ocorrendo nas Forças Armadas. Ele não concorda com missões de garantia da lei e ordem, como por exemplo, as que aconteceram em maio deste ano, quando os soldados foram chamados para impedir que as manifestações invadissem a Esplanada dos Ministérios, durante protestos contra o presidente Michel Temer.

O general lembrou que o Exército continua apoiando o governo na fiscalização dos presídios e esteve durante 14 meses na Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Villas Bôas percebeu muitos soldados chateados e aprensivos naquelas vielas, pois tinham muitas crianças que passavam perto deles, sendo que todos estavam fortemente armados e apontando para diversos locais. É a cara de uma sociedade doente, afirma o general.