O deputado federal Jair bolsonaro (PSC-RJ) não será candidato à Presidência em 2018 nem pelo Partido Social Cristão (PSC) nem pelo Partido da República (PR). O destino do parlamentar deve ser o partido Muda Brasil (MB).

A legenda que deve ser criada por dissidentes do PR deve ter Bolsonaro como principal liderança. Ao dele, no comando do Muda Brasil, estarão os filhos Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo estado de São Paulo, e Flavio Bolsonaro, deputado estadual no Rio de Janeiro.

Para isso acontecer, o partido precisa estar registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até outubro deste ano – um ano antes do pleito de 2018.

O pedido de registro já está tramitando no TSE.

Políticos como o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e o senador Magno Malta (PR-ES) também podem migrar para a legenda e angariar votos para Bolsonaro nas Eleições presidenciais do ano que vem.

A mudança pode ser bastante positiva para Jair Bolsonaro, que se vê como um peixe fora d’água no Partido Social Cristão. O partido liderado pelo Pastor Everaldo fez alianças que deixaram Bolsonaro revoltado nas últimas eleições estaduais.

Em algumas cidades, o PSC juntou-se ao Partido Comunista do Brasil (PC do B), o que revoltou Bolsonaro e seguidores mais conservadores do partido. O medo do pré-candidato à Presidência da República era o de permanecer no PSC, ter sua cabeça pedida antes das eleições e não poder concorrer ao cargo de mandatário máximo da nação.

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Novas legendas

Faltando mais de um ano para as eleições de 2018, o Brasil vai ganhando novos partidos políticos. Recentemente, foi lançado o Podemos, que já anunciou o nome do senador Álvaro Dias como pré-candidato à Presidência. Nomes de peso, como o do senador Romário, migraram para a nova legenda.

Em breve, o Muda Brasil será mais um dos partidos políticos brasileiros. E já há outro em fase de registro: o Igualdade (IDE), que terá como principal bandeira a inclusão de pessoas com deficiência para serem candidatos a cargos do Executivo e Legislativo. Caso os partidos sejam aprovados pelo TSE, haverá 37 legendas nas eleições de 2018.

A principal ideia por trás dos novos partidos que estão sendo criados é justamente a de que o Brasil precisa de uma renovação na política. Partidos como PT, PSDB e PMDB, os três principais do país, estão com índice de rejeição muito alto.

Resta esperar para ver o que acontecerá com essas novas legendas. Primeiro, se serão aprovadas. Segundo, se serão bem vistas pela população.