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Jair Bolsonaro, militar da reserva, está no seu sétimo mandato como deputado federal e em entrevista afirmou estar à procura de um partido político para afiliar-se, com intuito de concorrer ao cargo máximo do poder executivo. O próprio já declarou não estar contente no PSC (Partido Social Cristão) e que sua saída é apenas uma questão de tempo, pois a decisão já fora tomada. Em resposta às perguntas, Bolsonaro diz não aceitar qualquer partido, e procura um com uma postura íntegra e jamais aceitaria pertencer a um partido grande que está sendo investigado, e com seus políticos enrolados em denúncias. Afirma ainda que esse é um dos motivos que o desagradou no PSC, afinal, o Pastor Everaldo que já foi candidato à corrida presidencial, foi citado em delação de Fernando Reis, no caso da Odebrecht.

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Quando questionado sobre possíveis relações com o PSDC (Partido Social Democrata Cristão) o então deputado afirmou o estar “namorando” e que pleiteia uma negociação com o partido.

O PSDC é um partido pequeno com pouco impacto no cenário da política atual. Concorreu à presidência do país em 2014 com o Pastor Everaldo, que obteve apenas 0,6% das intenções de voto, aproximadamente sessenta mil votos. A assessoria do partido negou em nota tal declaração repentina e afirma que já tem pré-candidato definido e o mesmo será nomeado no Congresso Nacional que será realizado próximo mês em Curitiba.

A pesquisa eleitoral que acentuou Bolsonaro

Depois que Jair Bolsonaro apareceu com um empate técnico com Lula nas intenções de voto da pesquisa eleitoral do ‘DataPoder360’, publicada no dia 15 de julho, diversos partidos fizeram propostas, como o caso do PR, que afirmou estar de portas abertas para o pré-candidato e que seria um privilégio tê-lo em sua legenda.

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Há relatos de que o parlamentar considera a ideia de adentrar em um partido novo, como o caso do Muda Brasil, partido que está sendo criado e teve seu pedido de registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no dia 11 de maio. O pedido foi protocolado dentro das exigências e o partido agora aguarda o deferimento do mesmo. Bolsonaro faria o que Marina Silva tentou em 2014, quando criou o partido Rede, porém não foi bem-sucedida em fazê-lo, pois tinha pouco tempo até a data limite da inscrição, então se juntou com candidato Eduardo Campos, tornando-se sua vice pelo pleito, porém, Eduardo faleceu nas vésperas da eleição e Marina foi candidata pelo PSB.