A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, participou na última sexta-feira (07), de uma palestra dirigida a desembargadores, ouvidores de Justiça e corregedores, em evento realizado no Palácio da Justiça, sede do Tribunal de Justiça do estado de Minas Gerais. A concretização do evento tinha por base o Terceiro Encontro dos Ouvidores Judiciais.

A magistrada aproveitou o momento em que estava palestrando para se dirigir à plateia, de forma descontraída, inclusive, contando alguns "causos". Mineira da cidade de Montes Claros, a presidente do Supremo é adepta da arte de poder contar histórias. Entretanto, a ministra Cármen Lúcia se manifestou sobre as dificuldades inerentes à situação do Poder Judiciário no Brasil, em se tratando da comunicação da Justiça para com a sociedade organizada brasileira.

'Susto' durante trajeto ao Tribunal

A presidente do Supremo Tribunal Federal, em determinado momento de sua palestra, resolveu comentar sobre uma situação considerada "inusitada", durante seu trajeto através de carro na capital mineira. A mineira comentou que ao pegar um táxi para que pudesse se dirigir até o local do evento, já estando bem próximo da localidade, avistou um painel de publicidade e acabou levando um grande "susto". A magistrada conta que, de longe, acabou olhando em direção ao painel e leu o que imaginou que lá estaria escrito algo relativo a "Fora, hoje é dia do Supremo". Em seguida, ela chegou a interpretar que aquele dia seria "O dia de pegar o Supremo".

O receio da ministra Cármen Lúcia foi tão grande que ela chegou a cogitar a volta para sua casa. Porém, ela se deu conta de que havia uma outra placa publicitária, em que lá estava: "Oba, hoje é dia do Supremo".

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Na verdade, se tratava de uma marca denominada "Supremo", que estava sendo veiculada na publicidade. Ela acreditou que havia lido de forma errônea a primeira placa publicitária. O próprio taxista que estava transportando a presidente do Supremo e que a tinha reconhecido como a presidente da mais alta Corte do país, chegou a considerar que Cármen Lúcia estaria meio receosa.

A magistrada contou ainda que um taxista confundiu o Supremo Tribunal Federal com o Ministério da Previdência. De acordo com o taxista, sua mãe recebia como aposentadoria um pouco mais de 700 reais. Entretanto, ele acreditava que sua mãe deveria ganhar como direito, na realidade, algo relativo a mil e tanto. Ainda de acordo com a ministra Cármen Lúcia, o taxista demonstrou muita insatisfação, em relação ao valor da aposentadoria de sua mãe e que a culpa seria do Supremo Tribunal Federal. Embora a magistrada tivesse explicado que aquele seria um problema do Ministério da Previdência, ele dizia enfaticamente que se o Ministério não servisse para isso, então, não saberia qual a razão de a ministra e os outros ministros serem Supremo.