Uma reunião envolvendo 15 integrantes do PSDB ocorreu nesta segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, tendo como pauta a permanência ou não do partido dentro da base aliada do governo de Michel Temer. Apesar do debate de mais de quatro horas, nenhuma decisão foi tomada.

Novas reuniões devem ser marcadas para terça e quarta-feira, quando enfim o partido, de maneira uniforme, deverá comunicar a sua postura sobre o governo. O PSDB "ensaia" deixar a base desde o vazamento do áudio da conversa entre Michel Temer e Joesley Batista, empresário da JBS.

Na última semana, causou certa polêmica uma postagem em rede social feita por Aloysio Nunes, membro histórico do PSDB e atual ministro das Relações Exteriores de Temer.

Ele reclamou que o partido tem feito uma oposição mais ferrenha do que fez nas eras Lula e Dilma, do PT.

Mesmo assim, o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati, acredita em desembarque do governo. Ele já havia feito críticas na semana passada e, pós-reunião de segunda, disse que o caminho natural do PSDB é sair da base aliada nos próximos dias. No entanto, admitiu que o seu pensamento não é consenso dentre as lideranças do partido.