A consultoria de risco político Eurasia Group apresentou um relatório sobre as eleições de 2018, no qual afirma que a candidatura do governador Geraldo Alckmin [VIDEO] à presidência deverá ser rejeitada pelos eleitores por ser associada à elite política e que ele será visto como a Hillary Clinton do Brasil. Ao ser indagado sobre o que achava da análise, Alckmin demonstrou descontentamento e ironia.

Segundo a análise da consultoria, a candidata Hillary Clinton perdeu a eleição presidencial nos Estados Unidos porque era muito identificada com o establishment (composto pela elite política) e que, aqui no Brasil, Alckmin também será associado pelos eleitores como o candidato desse elite política, um político tradicional, o que será péssimo, pois os brasileiros não estão dispostos a votar em alguém com um perfil assim.

Ainda segundo a análise da assessoria, o melhor cenário para o PSDB seria se o prefeito de São Paulo, João Doria [VIDEO]fosse o candidato. Se Alckmin concorrer e Doria não, “será péssimo” para os investidores”, afirma a consultoria.

Governador Alckmin debocha da análise

Durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (31), o governador Geraldo Alckmin respondeu sobre o fato de ser chamado de Hillary Clinton do Brasil, afirmando que a comparação é “hilária” e que se a consultoria entendesse um pouco sobre o Brasil, saberia que Clinton teria vencido aqui, pois teve 3 milhões de votos a mais, porém o sistema eleitoral dos americanos é diferente.

O governador voltou a afirmar que pretende ser candidato a presidente em 2018 e que não será o candidato de elite, mas sim do povo brasileiro.

Alckmin ainda afirmou que na última eleição que disputou, muitos diziam que ele perderia por causa da crise hídrica, mas ele acabou vencendo no primeiro turno.

Lula não será problema

Outra análise feita pela Eurasia Group afirma que se Lula e Doria disputarem a eleição no ano que vem, provavelmente ambos iriam para o segundo turno, com vitória do tucano. Já se Alckmin for o candidato crescem as chances do PSDB ficar fora do segundo turno, deixando em aberto para Lula, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes.

Claramente pró-Doria, a consultoria ainda diz que o problema não é Lula concorrer, mas sim de alguém como João Doria não disputar a eleição.

A consultoria ainda destaca a possibilidade de Lula nem ser candidato caso seja condenado em segunda instância e que mesmo que concorra, tem um alto índice de rejeição.