A deputada federal Shéridan Oliveira (PSDB) [VIDEO]virou recentemente notícia em todo o país, após ter sido chamada de "gostosa" durante a votação que decidiu se o presidente da República, Michel Temer, poderia ou não ser investigado pelo crime de corrupção passiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto ainda está no poder. Shéridan não gostou e levou o caso ao Conselho de ética da Câmara, que beneficiou Temer na data em que foi feito o comentário. A mesma deputada, no entanto, virou notícia por algo bem pior para o lado dela, como mostra uma matéria do G1 publicada neste sábado (18).

Justiça bloqueia bens de Shéridan Oliveira, a deputada que ficou revoltada por ser chamada de 'gostosa'

A justiça de Roraima acusa Shéridan e o seu ex-marido, José de Anchieta Júnior, de terem usado o patrimônio público de maneira irregular, quando ele ainda era governador do estado de Roraima.

Os bens do ex-casal foram parcialmente bloqueados. A quantia que não pode ser retirada dos dois é de cerca de R$ 40 mil. Além dos dois, o atual comandante da Polícia Militar no estado de Roraima, Edison Prola, é acusado do mesmo crime.

Deputada federal Shéridan Oliveira e ex-governador de Roraima tem bens bloqueados após darem carona em avião para MC Sapão

A Justiça decidiu bloquear os bens dos acusados, pois eles, no ano de 2010, teriam emprestado o avião do governo para que o funkeiro MC Sapão fosse até o estado fazer um show. O trio é acusado de Improbidade administrativa. A ação, movida pelo Ministério Público da região, decretou a indisponibilidade da quantia nas contas bancárias dos três acusados. Os acusados de terem dado a carona de maneira equivocada para MC Sapão ainda podem recorrer da decisão.

MC Sapão foi fazer festa de Shéridan em Roraima com avião do estado e contribuinte pagaram tudo

A decisão foi ajuizada, pois a presença de Sapão no estado não tinha nenhuma relação com o governo. O cantor teria ido a Roraima para se apresentar em uma festa pessoal de Shéridan. O G1, que noticiou o caso, diz que tentou contato com o ex-governador do estado, mas esse não teria retornado às ligações. Os demais acusados pelo crime de improbidade administrativa apenas revelam que ainda não receberam notificações oficiais sobre o bloqueio da quantia em suas contas bancárias.

Segundo o MPRR, o valor gasto com combustível e horas pagas ao piloto e co-piloto foi de quase R$ 40 mil. O caso revoltou a população local, que votou na deputada para chegar à Câmara, em Brasília.